quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

A exposição “Saramago. Os pontos e a vista” está em Belém




No Museu do Estado do Pará (MEP), desde  o dia 15 de dezembro de 2018 a 17 de fevereiro de 2019. Com curadoria de Marcello Dantas, a mostra tem o patrocínio do Banco Santander, por meio da Lei Rouanet. A produção é da Magnetoscópio e a realização é do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura; da Fundação José Saramago; da Reitoria da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Cátedra João Lúcio de Azevedo Camões, I.P / UFPA, com o apoio do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (SECULT), Sistema Integrado de Museus e Museu do Estado do Pará (MEP).

A exposição é baseada na integração de quinze módulos, cada um composto de breves textos explicativos e objetos cênicos que se mesclam com a projeção de vídeos de momentos da vida de Saramago, selecionados a partir do acervo de imagens do diretor português Miguel Gonçalves Mendes, que produziu o filme José e Pilar após anos de convivência com o casal. De forma lúdica e interativa, o público tem contato com mobiliários e acessórios originais do escritor: óculos, lupa e cama, que integram o acervo da Fundação José Saramago.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

“Diálogos com José Saramago”, de Carlos Reis está disponível no Brasil





O livro foi apresentado pela Editora da Universidade Federal do Pará no dia 14 de dezembro de 2018, depois de uma palestra sobre a obra de José Saramago. 

Diálogos com José Saramago foi apresentado pela Editorial Caminho, em Portugal, em 1998 e se tornou uma fonte à qual todos aqueles interessados em conhecer melhor o pensamento e a criatividade do escritor português visitam. 

Mais tarde, quando a obra de Saramago passou a ser editada pela Porto Editora, o livro recebeu nova edição, com acréscimo de novos textos do entrevistador. 

É a primeira vez que o livro de Carlos Reis ganha edição no Brasil.  A edição reúne a longa entrevista que José Saramago concedeu ao professor. Um registo de testemunhos realizado durante cerca de sete horas em que Reis questiona o criador de Blimunda sobre a formação, a aprendizagem, a profissão e a condição de escritor.

José Saramago fala-nos sobre a linguagem da literatura, sua relação com a história, os gêneros literários, a narrativa e o romance, sem omitir os temas e valores, os sentidos e destinos comuns.


O livro também recebeu uma publicação em língua espanhola em 2018 pela Editora La Umbría y La Solana. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Livro revive o lado de dentro do Prêmio Nobel a José Saramago




Desde a criação da Fundação José Saramago que o jornalista brasileiro Ricardo Viel vive os bastidores de um grupo interessado na memória e no pensamento político do escritor-objeto dessa instituição. Foi desse convívio que nasceu a ideia de organizar um livro que revelasse aos leitores da obra de Saramago que se sentiram tão agraciados quanto o escritor com a recepção do ainda mais importante prêmio concedido a um criador.

Os 20 anos da data de entrega do Nobel a Saramago e a aparição dos diários inéditos que escritor organizou naquele ano de glorias foram motivos mais que suficientes para a apresentação de Um país levantado em alegria. O livro “refaz o caminho da notícia do primeiro Prêmio Nobel em língua portuguesa, revelando episódios desconhecidos, dando a conhecer mensagens recebidas por José Saramago e celebrando, vinte anos depois, um prêmio que foi vivido intensamente no mundo inteiro”.

O livro apresentado em Portugal em outubro, na ocasião do congresso internacional criado para celebrar a obra e a data aqui em questão chega ao Brasil. Ricardo Viel, ao lado de Humberto Wernek, apresenta seu livro e o de José Saramago (os dois saem por aqui acondicionados numa caixa) no dia 17 de dezembro na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, São Paulo). A edição é da Companhia das Letras.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

José Saramago entre a história e a ficção




Uma parte significativa da obra de José Saramago reescreve de maneira questionadora o lugar de algumas verdades estabelecidas pela história: o levante dos trabalhadores rurais do Alentejo contra os desmandos do latifúndio, em Levanto do chão; a construção do convento de Mafra em Memorial do convento, sua obra mais conhecida; ou as reviravoltas políticas na Europa do século XX que levaram ao horror do fascismo e do nazismo, em O ano da morte de Ricardo Reis.

Os três romances aqui citados compõem o universo de investigação de Teresa Cristina Cerdeira em José Saramago entre a história a ficção. Uma saga de portugueses. O livro é resultado da tese de doutoramento apresentada pela autora no final da década de 1980; foi publicado inicialmente em Portugal e desde então se tornou um livro de referência obrigatória no âmbito dos estudos de crítica literária em língua portuguesa e depois nos estudos sobre a obra de José Saramago.

Quase duas décadas depois e há muito esgotado, este livro ganhou uma edição no Brasil. É o primeiro título de uma coleção batizada de Estudos Saramaguianos. Publicada pela independente Editora Moinhos, os livros que integram este projeto coordenado por Pedro Fernandes de Oliveira Neto, são estudos que abordam aspectos variados e de interesse dos estudos literários sobre a obra do escritor ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1998.

O livro foi apresentado no último dia 10 de novembro na Livraria da Travessa de Ipanema no Rio de Janeiro com presença da autora e do organizador da coleção. José Saramago entre a história e a ficção já está disponível em todas as livrarias brasileiras.  

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Uma nova biografia de José Saramago




A partir da investigação minuciosa sobre os mesmos pontos e sobre alguns outros que poderão ser lidos como novidades, apresenta-se em Portugal uma nova biografia de José Saramago. Escrita por Joaquim Vieira e editada pela Livros Horizonte, o título novo é José Saramago: rota de vida. Em matéria apresentada pelo jornal Público, sublinha-se o "caminho árduo" do escritor português até à sua consagração com o recebimento do Prêmio Nobel de Literatura em 1998. O autor da biografia destaca que o percurso de vida de Saramago é "muito rico", "sobretudo porque há uma parte que é menos conhecida das pessoas, porque Saramago praticamente só ganhou projecção aos 60 anos, há todo um percurso de evolução até aí que eu acho fascinante".