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Em 2020 passam-se quatro décadas
da primeira edição deste que é considerado o romance com o qual José Saramago
inaugura seu estilo único de narrar ― Levantado do chão. Para
sublinhar essa data, a Revista de Estudos Saramaguianos propôs o dossiê
que agora se publica: Voltar a Levantado do chão, um romance
dentro e fora de seu tempo. Este 12º número do periódico é editado em dois
volumes: em cada um deles, o leitor percebe melhor as linhas evidenciadas no tema
proposto.
No volume n.1, estão textos de Pedro Fernandes de Oliveira Neto, David G.
Frier, Sílvia Amorim, Diego José González Martín, Maria Regina Barcelos Bettiol,
Luís Alfredo Galeni, M. Diakhité, María Ximena Rodriguez, Claudia N. Ruarte
Bravo e Rodolfo Pereira Passos; no volume n.2, escrevem Miguel Alberto Koleff,
Andrea Bittencourt, Maria do Socorro Furtado Veloso, Henrique Alberto Mendes,
José Gonçalves, Juliana Moraes Belo e María Victoria Ferrara.
A 12ª edição da Revista de Estudos Saramaguianos se completa
com registros iconográficos do escritor e uma seção intitulada “Dois documentos
em torno do Levantado do chão”; nela, dois textos singulares. O primeiro é
uma leitura crítica de Óscar Lopes de pouco mais de um ano depois da primeira
edição do romance em homenagem; raridade entre os leitores mais recentes da
obra de Saramago, este texto se oferece entre as primeiras leituras acolhedoras
de maior fôlego pela academia em torno do romance e do seu escritor. E, o
segundo, a reprodução do discurso de José Saramago pela aceitação do Prêmio
Cidade de Lisboa, em 1982, primeiro reconhecimento mais expressivo numa
carreira literária que havia começado ainda aos 24 anos quando publicou seu
primeiro romance.
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