quinta-feira, 26 de abril de 2018

Carta de Deveres e Obrigações inspirada no discurso de Saramago já está na ONU




No discurso que proferiu no Palácio Real Estocolmo no banquete oferecido aos ganhadores do Prêmio Nobel de 1998, José Saramago chamou atenção dos presentes para uma efeméride celebrada naquela ocasião: os 50 anos da assinatura Declaração Universal dos Direitos Humanos. Na ocasião, chamava atenção para o descaso dos governos em respeito à carta.

Mais tarde, numa atividade celebrativa assinalando o mesmo documento dá-se início à proposição do que agora toma forma como Carta Universal dos Deveres e Obrigações dos Seres Humanos. O texto entregue à Organização das Nações Unidas é o resultado de vários anos de trabalho de acadêmicos, especialistas e cidadãos e visa defender a “ética da responsabilidade”, segundo a presidenta da Fundação José Saramago Pilar del Río.

Segundo agência de notícias espanhola Efe, o documento zela pela “simetria” dos deveres humanos. Assim, no seu primeiro artigo, declara que todas as pessoas têm “o dever de cumprir e exigir o cumprimento dos direitos” reconhecidos por essa Declaração.

“Não queremos ser nem amedrontados, nem intimidados, nem resignados, nem indiferentes e, para isso, temos que cumprir os nossos deveres. Em primeiro lugar, exigir que se cumpram os direitos. É um projeto que nasce no âmbito ibero-americano, mas com vocação universal”, sublinhou Pilar del Río.

A carta está estruturada em 23 artigos que reúnem uma ampla gama de deveres para as pessoas, desde o de não discriminar até ao de respeitar a vida, passando por obrigações como o respeito da liberdade ideológica e religiosa e a participação nos assuntos públicos.




segunda-feira, 2 de abril de 2018

70ª edição da Revista Blimunda




No dia 14 de março, o Brasil ampliou a onda de choque que vive desde a desestabilização da democracia com o Golpe de 2016. Em meio a uma intervenção militar no Rio de Janeira imposta, a morte de uma ativista pelos Direitos Humanos e vereadora ativa contra o colapso naquele estado. A edição n.70 da revista Blimunda reverbera as ondas desse choque: dedica várias das suas páginas à memória de Marielle Franco. Além do editorial e das leituras do mês, a parlamentar brasileira é recordada também na coluna de Andréa Zamorano.

A revista tem ainda como destaque um texto da escritora Lídia Jorge em homenagem a Urbano Tavares Rodrigues, uma crônica sobre o Festival Rota das Letras, uma entrevista à ilustradora Catarina Sobral e um artigo sobre a exposição Saramago – os pontos e a vista, inaugurada no dia 3 de março em São Paulo.

Para baixar a edição, clica aqui.