O escritor português trabalhava no título Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas. Pouco mais 50 páginas ficaram, mas dão uma visão mais ou menos acabada do que seria o romance. A informação aparece no editorial escritor por Pilar del Río, companheira do escritor e Presidenta da Fundação José Saramago, da 26ª edição da Revista Blimunda publicada esta semana. "O título extraído de Gil Vicente que anuncia de forma explícita o argumento do livro já que alabardas e espingardas são armas que se fabricam para coagir e matar. José Saramago, que tanto ocupara de situações bélicas e das suas consequências em diferentes romances e intervenções públicas, precisava de partilhar uma última reflexão com os leitores, e assim, partindo de um singular ponto de vista, iniciou um relato sobre as armas que nutrem o grande fracasso ético do ser humano que são as guerras". Leia o editorial completo e a edição aqui.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
26ª edição da Revista Blimunda
Neste mês de julho cumprem-se cem anos do início da Primeira Guerra
Mundial, tema que a Blimunda # 26 recupera com nove meditações sobre a guerra,
de autoria de José Saramago, acompanhados por ilustrações de Filipe Abranches,
e com a reprodução de dez cartazes que mostram diferentes formas de abordagem
gráfica ao conflito que marcou o panorama social e político mundial.
Participante de luxo desta edição da revista, o sociólogo espanhol Juan
José Tamayo assina uma reflexão sobre o livro de sua autoria, Cincuenta
intelectuales para una conciencia crítica. Ricardo Viel entrevista a poeta
Matilde Campilho, revelação da poesia lusófona e autora do recentemente
publicado Jóquei. Da Colômbia chega-nos um retrato da Carreta Literária,
projeto de promoção de leitura fruto da insistência e do sonho de um vendedor
de Cartagena de Índias. Na secção Infantil e Juvenil Andreia Brites relata os
bastidores da Ilustratour, encontro dedicado à ilustração realizado em
Valladolid que na sua sétima edição se afirma como um dos mais importantes
pontos de encontro entre ilustradores e editores no país vizinho. Espaço,
ainda, para a primeira parte de um artigo de João Monteiro dedicado à relação
entre a Literatura Negra e o Cinema Negro, partindo da Antologia do Conto
Fantástico Português, publicado na década de 1960.
Na Saramaguiana, a Blimunda publica um ensaio de Wagner
Martins Madeira sobre o humor em A Viagem do Elefante,de José Saramago,
ilustrado pelas imagens da peça de teatro com o mesmo nome que o Trigo Limpo
Teatro ACERT leva pelo segundo ano consecutivo a mais de 14 localidades do
interior de Portugal.
E como é verão na Europa, Sara Figueiredo Costa explora As Praias
de Portugal - Guia do banhista e do viajante, de Ramalho Ortigão, agora
reeditado pela Quetzal, livro que justifica a ideia (incompreensível) de
que há leituras adequadas para as férias de verão, para quem as têm, e para a
praia.
terça-feira, 22 de julho de 2014
José Saramago mais perto dos leitores
A Fundação José Saramago deu partida a uma nova seção na sua
página na web: “Memória”. Nela, serão publicados, semanalmente, documentos
diversos e em vários idiomas que ajudarão a recordar momentos importantes da
vida e da obra de José Saramago. Alguns dos escritos que virão a lume nos
próximos meses pertencem ao espólio do escritor e serão, pela primeira vez,
mostrados publicamente. Nesta primeira semana recupera-se um discurso proferido
no dia em que lhe foi atribuído o título de Doutor Honoris Causa pela
Universidade de Évora, um fax enviado em 1993 ao amigo Jorge Amado e um artigo
publicado no jornal espanhol ABC Sevilla logo após a atribuição do Prêmio
Nobel. Para visualizar estes e outros documentos, vale ficar atento aqui.
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