segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Congresso Internacional assinala os 20 anos de atribuição do Prêmio Nobel a José Saramago



A ideia foi lançada pelo Professor Carlos Reis. No dia 10 de dezembro de 2018 passam-se vinte anos sobre a entrega do Prêmio Nobel da Literatura a José Saramago, o único escritor de língua portuguesa a quem, até agora, foi concedido o mais prestigiado de todos os galardões literários. Conforme na altura declarou o secretário da Academia Sueca, o Prêmio Nobel assinalou, em José Saramago, a “capacidade de tornar compreensível uma realidade fugidia com parábolas sustentadas pela imaginação, pela compaixão e pela ironia”. A 10 de dezembro de 1998, José Saramago recebia em Estocolmo o Prêmio Nobel da Literatura.

Por ocasião das efemérides em causa, terão lugar diversas iniciativas que constituirão também uma oportunidade privilegiada para se reler e estudar a obra saramaguiana, bem como a trajetória cívica e cultural que o seu autor protagonizou, na segunda metade do século XX e nos primeiros anos do século XXI. Reconhecida tanto em Portugal como no estrangeiro, a relevância daquela obra está atestada em dezenas de traduções e em incontáveis estudos, de diferente dimensão e propósito.

Entende-se, por isso, ser pertinente organizar uma reunião científica com a projeção que as circunstâncias justificam. Assim, terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra – uma das muitas universidades que concederam ao escritor o doutoramento honoris causa – o congresso internacional “José Saramago: Vinte Anos com o Prêmio Nobel”, a realizar em data a fixar, no período que vai de 8 de outubro a 10 de dezembro de 2018. Nesse congresso e conforme será pormenorizado no respectivo anúncio programático, serão abordadas diversas facetas da obra de José Saramago, em vários gêneros literários, bem como em atividades correlatas (por exemplo, a de jornalista), com inquestionável projeção no universo da língua e da literatura portuguesas.

O congresso internacional “José Saramago: Vinte Anos com o Prêmio Nobel” terá organização científica do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, incluirá diversas atividades paralelas e contará com o apoio institucional da Universidade de Coimbra, da Faculdade de Letras de Coimbra e da Fundação José Saramago.

Informações aqui.

* Via Fundação José Saramago. Postagem atualizada em 12 de março de 2018. 



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

66ª edição da Revista Blimunda




A revista Blimunda está de novo rosto. Voltou ao formato dos tempos de origem. Os destaques da edição de agora são as entrevistas de Sara Figueiredo Costa com Sandro William Junqueira e de Andreia Brites com Ana Pez. Na seção Saramaguiana recupera-se um texto escrito pelo crítico literário César António Molina em 1985, ano de publicação da edição espanhola de O ano da morte de Ricardo Reis. Numa tradução de Carla Fernandes, a revista dá a conhecer aos leitores a voz do escritor britânico Peter Kalu num dos capítulos de Little Jack Horner. E, assinalando a edição dos Dias do Desassossego’17, programa que a Fundação José Saramago organiza em conjunto com a Casa Fernando Pessoa, inclui-se uma galeria de imagens para recordar como o mês de novembro em Lisboa foi repleto de livros, leituras e extraordinários encontros. 


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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Julián Fuks é ganhador do Prêmio Literário José Saramago



Em 2016, A resistência, de Julián Fuks, foi um dos livros nacionais mais celebrados: lançado em 2015, foi eleito o Livro do Ano de ficção pelo Prêmio Jabuti e ficou também com o segundo lugar no Oceanos (antigo Portugal Telecom). Agora, ele coloca mais uma importante premiação na sua lista: o Prêmio Literário  José Saramago, anunciado nesta quarta-feira na sede da Fundação José Saramago.

Criada em 1999 e entregue bianualmente, a premiação já elegeu nomes como Adriana Lisboa, José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares e Valter Hugo Mãe, e é destinado a jovens escritores, com menos de 35 anos.  

Em A resistência, Julián Fuks apresenta uma expedição pessoal ao passado - político e emocional - de uma família latino-americana às voltas com uma feroz ditadura e com a agridoce experiência do exílio. 

Para Ana Paula Tavares, membro do júri do Prêmio Literário José Saramago, "o livro de Julián Fuks é uma história com várias histórias dentro e o ato de narrar desvela o nó das convergências que só se percebe pelo alinhamento da palavra em torno do que diz e do que esconde esse pacto da memória que toda a família transporta e passa de geração em geração". 

Já para António Mega Ferreira, que também compõe o júri, "há tantas coisas neste curto romance, tantas e tão desafiantes, que, às vezes, parece que a narrativa vai implodir. Mas não: com mestria literária notável, o autor suspende os momentos suscetíveis de desencadear as catástrofes à beira de qualquer desenlace, porque o romance não deve ser mais cruel do que a vida".

* Via Companhia das Letras


65ª da Revista Blimunda



No mês em que se anuncia o vencedor da 10ª edição do Prêmio José Saramago, a revista Blimunda dedica o seu editorial a este momento que, de dois em dois anos, distingue autores e autoras de até 35 anos com obra publicada originalmente em língua portuguesa.

Neste número tem uma entrevista Cecília Silveira, fundadora da Sapata Press, editora que se propõe a publicar, entre outros assuntos, livros relacionados com a temática LGBT.

A revista publica, pela primeira vez em português, um texto de Leila Guerriero sobre Madame de Bovary e uma leitura do romance de Flaubert nas Pampas argentinas. O texto foi lido pela jornalista argentina em Lisboa neste mês de outubro durante uma sessão na Casa Fernando Pessoa.

A Saramaguiana deste número dedica as suas páginas a algumas mensagens e fotografias que integram Com o mar por meio – uma amizade em cartas, livro de correspondência entre Jorge Amado e José Saramago que foi publicado no Brasil em julho e que, a partir de novembro, estará disponível em Portugal numa edição da Companhia das Letras Portugal.

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terça-feira, 26 de setembro de 2017

64ª da Revista Blimunda



A revista Blimunda de setembro inaugura uma nova rubrica: Joana Simões Piedade abordará a questão dos Direitos Humanos nesse novo espaço. Na primeira colaboração a jornalista e ativista portuguesa conta, através de relatos dos que passaram por situações limite, a sua experiência como voluntária num campo de refugiados.

Para que serve uma biblioteca? Mais do que administrar um acervo, uma biblioteca pode ter múltiplas valências que devem ser pensadas a partir do seus utilizadores. É esse o tema abordado no nosso espaço destinado à literatura infantil e juvenil.

A seção Saramaguiana recupera uma entrevista de José Saramago ao extinto jornal grego Eleftherotypia, em 1998. “Todos os escritores são autodidatas”, disse o escritor umas semanas depois de ganhar o Prêmio Nobel. Palavras que, por fim, são dadas a conhecer em português.


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