terça-feira, 22 de agosto de 2017

A edição n.6 da Revista de Estudos Saramaguianos está online




Este número da RES reúne trabalhos de leitores da obra de José Saramago de Brasil e Colômbia. O leitor encontrará textos sobre A jangada de pedra (Charles Vitor Berndt), a antologia de crônicas Deste mundo e do outro (Denise Noronha Lima), História do cerco de Lisboa (Maristela Kirst de Lima Girola), Levantado do chão (Raquel Baltazar) e Ensaio sobre a cegueira (Lissett M. Espinel Torres). Além disso, análises sobre temas diversos do universo literário do escritor português, tais como: o dom (Adriana Gonçalves da Silva); corpos e gêneros sexuais (Jacob dos Santos Biziak); leitura (Bianca Rosina Mattia) e escrita (Sergio Weigert). São dois volumes – um em língua portuguesa, outro em língua espanhola – disponíveis gratuitamente na web.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

62ª edição da Revista Blimunda



Uma entrevista a Jorge Palma. Um perfil do poeta brasileiro Luca Argel. Uma crônica sobre o festival Literatura-Mundo do Sal, em Cabo Verde. A história do exemplar de um livro com 70 anos de vida e muita história guardada. O testemunho de uma ativista num campo de refugiados. Um relato sobre a Biblioteca Vasconcelos, edifício construído no México para acolher 650 mil títulos e que é visitado por 2 milhões de pessoas anualmente. São estes os destaques da revista Blimunda de julho, o número 62 da publicação virtual e gratuita da Fundação José Saramago.

Para baixar a edição clica aqui.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Quatro companhias portuguesas juntaram-se para adaptar "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago



Raimundo Silva, revisor numa editora, solteiro, de 50 anos, é um homem apagado, daqueles funcionários que cumpre as suas tarefas sem dar muito nas vistas. Porém, ao ler uma obra intitulada História do Cerco de Lisboa, ele tem vontade de fazer uma alteração: introduzir um "não". Essa simples palavra iria implicar uma enorme mudança na história pois significaria que os Cruzados não teriam ajudado Afonso Henriques a conquistar Lisboa aos mouros, em 1147. Descoberto, Silva mete-se em apuros na editora. No processo, o revisor apaixona-se pela sua supervisora, Maria Sara, ao mesmo tempo que pensa como há de recontar a história do cerco num novo livro. A conquista amorosa desenrola-se a par da conquista dos portugueses aos mouros.

Esta é, em traços largos, a História do Cerco de Lisboa, contada por José Saramago no livro de 1989, e que a dupla espanhola José Gabriel Antuñano (dramaturgia) e Ignacio García (encenação) transformou em espetáculo numa megaprodução de quatro companhias de teatro: ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro de Almada, Companhia de Teatro de Braga e Teatro dos Aloés.

No palco, além das personagens da história, está também o próprio José Saramago, o narrador que no romance se revela em alguns momentos mas que aqui tem protagonismo: não só lhe ouvimos a voz inconfundível (são excertos de entrevistas) como ganha um corpo e uma presença constante com o ator Jorge Silva. "Interessou-me muito a sobreposição de planos - e esta é uma característica de muitos dos romances de Saramago", explica Ignacio García. "É como um conjuntos de matrioskas, as bonecas russas: Saramago escreve um romance sobre duas personagens, das quais uma é um romancista que está a escrever um livro e que tem as suas próprias personagens, Há um jogo de reflexos, histórias que se desenrolam em paralelo, em diferentes níveis, e que tanto no livro como no espetáculo vão lutando para captar a atenção do leitor/ espectador."

Espetáculo estreia hoje, dia 5 de julho, no Teatro Municipal Joaquim Benite, no Festival de Almada.

* Via Diário de Notícias


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Chaves de leitura sobre "O ano da morte de Ricardo Reis", por Carlos Reis



Nos próximos dois anos letivos, O ano da morte de Ricardo Reis é a obra de leitura obrigatória nas escolas de segundo grau em Portugal. Por isso, a coleção Educação Literária. Leituras Orientadas, publicada naquele país pela Porto Editora, incluiu em seu rol um guia de leitura elaborado pelo professor Carlos Reis. Interessado em "proporcionar uma aventura cultural e uma outra aprendizagem, certamente não menos proveitosa, que é a da descoberta, a da imaginação e a do diálogo com os outros", o livro apresenta um levantamento bibliográfico sobre a referida obra de José Saramago e perfaz sua contextualização histórico-literária e compreensões a partir de entradas como “Representações do século XX”, “Deambulação geográfica e viagem literária”, “Representações do amor”, “Intertextualidade”, “Linguagem, estilo e estrutura” e um “Dicionário de personagens”. É um livro de caráter didático cujo intuito é fornecer ao leitor chaves de leitura sobre esta que uma das principais obras do escritor português. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Programação para Casa Amado e Saramago durante a FLIP de 2017



No ano em que comemora a sua primeira década de vida, a Fundação José Saramago estabeleceu uma parceria com a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Em conjunto com a Fundação Casa de Jorge Amado, com o apoio do Ministério da Cultura de Portugal e da Companhia das Letras, e a colaboração da Delta e da Adega Mayor, a FJS terá um espaço próprio na 15ª edição do principal evento literário do país.

Durante os dias da FLIP, a Casa Amado e Saramago, localizada no centro histórico de Paraty, oferecerá uma ampla programação com apresentações de livro, mesas redondas, concertos, sessões de leitura e exposições*.

27 de julho – Quinta-feira
10h – Abertura da Casa Amado e Saramago
Boas-vindas com um café português: abertura da exposição de fotos de Jorge Amado e José Saramago e da exposição de xilogravuras de J. Borges para o conto “O Lagarto”, por Sérgio Machado Letria, diretor da Fundação José Saramago


10h30 – Dois corações vermelhos 
Conversa entre Lilia Schwarcz, Paloma Amado e Pilar del Río sobre os universos literários, ideológicos e afetivos de Jorge Amado e José Saramago


15h – O sabor da palavra liberdade
Andrea Zamorano, “A Casa das Rosas”, e José Eduardo Agualusa, “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários”, falam destes seus mais recentes livros – moderação de Francisco José Viegas


16h30 – Uma viagem até ao Alentejo de Peixoto e de Saramago
José Luís Peixoto, autor de “Galveias”, num passeio pelo espaço literário do Alentejo de Saramago, Vergílio Ferreira, Fernando Namora, Manuel da Fonseca e Almeida Faria


18h – O que quer o que pode essa língua?
Uma conversa sobre as dificuldades de publicar em português do outro lado do Atlântico. Com Bárbara Bulhosa, Francisco José Viegas e Julia Bussius – moderação de Ricardo Viel


28 de julho – Sexta-feira
10h30 – Escreva e lute como uma mulher 
Adelaide Ivanova e Djaimilia Pereira de Almeida conversam sobre literatura e feminismo nos dias de hoje – moderação de Schneider Carpegianni


15h – Revisitar os clássicos
Frederico Lourenço é entrevistado por Anabela Mota Ribeiro


17h – Em teu ventre
José Luís Peixoto conta o processo de construção do seu romance “Em teu Ventre”, sobre o fenómeno de Fátima, num encontro com a editora Julia Bussius


19h30 – Uma amizade em cartas
Apresentação do livro “Com o mar por meio. Uma amizade em cartas – Jorge Amado e José Saramago”. Com Paloma Amado, Pilar del Río e Luiz Schwarcz


21h – Antigamente aqui era o mar
A cantora Lívia Nestrovski e o guitarrista Fred Ferreira apresentam um concerto inspirado nas cartas e nos livros de Jorge Amado e José Saramago


29 de julho – Sábado

10h30 – O dever de exigir
Luiz Eduardo Soares, José António Pinto Ribeiro debatem sobre Direitos e Deveres Humanos na sociedade atual – moderação de Pilar del Río


15h – Invisível centena
Lançamento do catálogo “Intelectuais Negras Visíveis” com Amanda Sanches (UFRJ), Giovana Xavier (UFRJ),  Janete Santos Ribeiro (ISERJ) e Núbia Santos (UFRJ) – apresentação por Djamila Ribeiro


17h – O que se vê, o que se sente
Ana Kiffer, Giovana Xavier e Joana Gorjão Henriques numa conversa sobre racismo e empoderamento – moderação de Anabela Mota Ribeiro


19h – Como se fosse a casa
Lançamento do livro de poemas “Como se fosse a casa”, de Ana Martins Marques e Eduardo Jorge


20h30 – Roçar a língua de Luís de Camões
Sessão de leitura de poesia com vários autores


21h30 – Sobre o mar : Ondjaki e Marcello Magdaleno
Encerramento da casa com música e poesias(s) de Angola, Portugal e Brasil (com escrita ao vivo), e um copo de vinho português


* Programação divulgada pela FJS; sujeito à alteração