A amizade entre Jorge Amado e José Saramago teve início
quando os dois já tinham idade mais avançada e consolidada carreira literária,
porém o vínculo tardio não impediu que os escritores formassem um laço forte,
estendido as suas companheiras, Zélia e Pilar. Com o mar por meio. Uma amizade em cartas reúne a
correspondência entre os dois mestres — e os dois casais, muitas vezes —,
entre os anos de 1992 e 1998. São cartas, bilhetes, cartões e faxes com uma
rica troca de ideias sobre questões tanto da vida íntima como da conjuntura
contemporânea, sobretudo a cena literária. Um complemento às muitas das conversas trazidas pelo próprio Saramago em seus diários. Eles debatem com humor sobre prêmios
e associações de escritores, com especulações divertidas sobre quem seria, por
exemplo, o próximo a ser contemplado com o Nobel ou o Camões. Com um projeto
gráfico especial, ilustrado com facsímiles das missivas e belíssimas fotos do
acervo pessoal dos autores, a edição da Companhia das Letras aproxima os leitores
do universo particular dos dois amigos. No blog Letras in.verso e re.verso alguns facsímiles da edição: aqui.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
quinta-feira, 25 de maio de 2017
60ª edição da Revista Blimunda
Atenção, leitores! A Fundação José Saramago divulga mais
um número da Blimunda. Este mês a revista visitou, em Hong Kong, a
exposição Kung Fu. Art. Live, sobre a vida de Bruce Lee. Sara Figueiredo
Costa conta o que viu sobre o “tranquilo e infalível”, pensando em Caetano,
mestre das artes marciais. Alberto
Salcedo Ramos é um dos maiores expoentes de um movimento que ficou conhecido na
América Latina como o dos “novos cronistas”. De passagem por Lisboa, o
jornalista colombiano explicou a Ricardo Viel os segredos de uma boa
reportagem. No começo de
maio, em Atenas, centenas de pessoas reuniram-se no auditório Stoa Tou Biblio
para celebrar a língua portuguesa. Entre elas estavam Pilar del Río, Presidenta
da Fundação José Saramago, e a tradutora Athina Psilias, responsável pela
tradução da obra do autor de Memorial do Convento para o grego. Na coluna Saramaguiana a Blimunda reproduz os textos lidos durante a sessão.
Para baixar a edição, clica aqui.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Distinção para "O lagarto"
O lagarto foi publicado no Brasil em outubro de 2016 e em Portugal um mês antes. A obra que une as palavras de José Saramago às xilogravuras do artistas
brasileiro J. Borges foi premiada pela Fundação Nacional do Livro
Infantil e Juvenil (FNLIJ) na categoria Literatura em Língua Portuguesa. O prêmio em sua 43ª edição escolhe as melhores obras voltadas ao
público infantil e juvenil, publicadas no Brasil durante um ano.
O lagarto foi escrito por José Saramago no começo da década de 1970 e logo fez parte do livro A bagagem do viajante. E no ano em que foi transformado em conto já havia sido premiado no Brasil com o Selo
Cátedra 10, da Cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO).
Quando publicado em Portugal, realizou-se uma exposição com as xilogravuras de J. Borges. Meses depois o cineasta Miguel Gonçalves Mendes filmou a leitura do texto realizada pela cantora Adriana Calcanhotto.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
59ª da Revista Blimunda
O editorial da Blimunda 59 recupera um triste momento da história recente de Portugal: o episódio da censura a O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José
Saramago. Traz uma entrevista a um dos maiores
escritores chineses vivos, Yu Hua, que esteve este ano em Macau para o Festival
Literário Rota das Letras para falar da sua obra e da sua China, país ainda tão
desconhecido para tantos.
A propósito da exposição Augusto Boal: cartas
do exílio, que estará no Museu do Aljube até setembro, a revista traça o percurso do
exílio do dramaturgo brasileiro, partindo das cartas que enviava e onde deixava
testemunho desse período.
E a Saramaguiana deste mês traz o texto de José Saramago, "Carta de
Maria de Magdala", epílogo para O Evangelho.
Para baixar a edição clica aqui
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Uma edição especial para "Ensaio sobre a cegueira"

Certa vez disse Eduardo Lourenço sobre José Saramago: "Não conheço
em língua portuguesa autor algum – salvo Pessoa – que tão entranhadamente tenha
entrelaçado à sua criação a consciência do mesmo acto de criação, a questão do
seu ser e do seu sentido. Como acompanhamento da mão esquerda, toda a sua
ficção se envolve no eco musical que a prolonga, como se a precedesse,
integrando em si os efeitos do milagre em que consiste. Assim que nada pode ser
dito sobre «os fins» que nessa ficção já estão visíveis ou que invisíveis a
comandam, que não seja glosa da glosa permanente com que José Saramago
acompanha uma narração".
Desse escritor, grandioso por sua criação, chega a partir do dia 19 de abril, em Portugal, mais uma edição para os leitores seus mais apaixonados. Depois de publicar uma edição de luxo de Memorial do Convento no final de 2016, a
Guerra e Paz traz um segundo título de José Saramago, Ensaio sobre a cegueira.
Esta é uma edição única e irrepetível que nasce da amizade do editor José da
Cruz Santos com José Saramago, que o juntou a Vasco Graça Moura e Rogério
Ribeiro. A edição com tiragem de apenas 500 exemplares, em capa dura e lombada de tecido assim está organizada: o poeta Graça Moura é o autor de um prefácio inédito para a obra e Rogério Ribeiro o autor de dez ilustrações que reconstroem passagens simbólicas do romance.
Assinar:
Postagens (Atom)
