sexta-feira, 12 de maio de 2017

Distinção para "O lagarto"



O lagarto foi publicado no Brasil em outubro de 2016 e em Portugal um mês antes. A obra que une as palavras de José Saramago às xilogravuras do artistas brasileiro J. Borges foi premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) na categoria Literatura em Língua Portuguesa. O prêmio em sua 43ª edição escolhe as melhores obras voltadas ao público infantil e juvenil, publicadas no Brasil durante um ano. 

O lagarto foi escrito por José Saramago no começo da década de 1970 e logo fez parte do livro A bagagem do viajante. E no ano em que foi transformado em conto já havia sido premiado no Brasil com o Selo Cátedra 10, da Cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO).

Quando publicado em Portugal, realizou-se uma exposição com as xilogravuras de J. Borges. Meses depois o cineasta Miguel Gonçalves Mendes filmou a leitura do texto realizada pela cantora Adriana Calcanhotto. 



O Lagarto from JumpCut on Vimeo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

59ª da Revista Blimunda




O editorial da Blimunda 59 recupera um triste momento da história recente de Portugal: o episódio da censura a O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago. Traz uma entrevista a um dos maiores escritores chineses vivos, Yu Hua, que esteve este ano em Macau para o Festival Literário Rota das Letras para falar da sua obra e da sua China, país ainda tão desconhecido para tantos. 

A propósito da exposição Augusto Boal: cartas do exílio, que estará no Museu do Aljube até setembro, a revista traça o percurso do exílio do dramaturgo brasileiro, partindo das cartas que enviava e onde deixava testemunho desse período.

E a Saramaguiana deste mês traz o texto de José Saramago, "Carta de Maria de Magdala", epílogo para O Evangelho.

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uma edição especial para "Ensaio sobre a cegueira"




Certa vez disse Eduardo Lourenço sobre José Saramago: "Não conheço em língua portuguesa autor algum – salvo Pessoa – que tão entranhadamente tenha entrelaçado à sua criação a consciência do mesmo acto de criação, a questão do seu ser e do seu sentido. Como acompanhamento da mão esquerda, toda a sua ficção se envolve no eco musical que a prolonga, como se a precedesse, integrando em si os efeitos do milagre em que consiste. Assim que nada pode ser dito sobre «os fins» que nessa ficção já estão visíveis ou que invisíveis a comandam, que não seja glosa da glosa permanente com que José Saramago acompanha uma narração".

Desse escritor, grandioso por sua criação, chega a partir do dia 19 de abril, em Portugal, mais uma edição para os leitores seus mais apaixonados. Depois de publicar uma edição de luxo de Memorial do Convento no final de 2016, a Guerra e Paz traz um segundo título de José Saramago, Ensaio sobre a cegueira

Esta é uma edição única e irrepetível que nasce da amizade do editor José da Cruz Santos com José Saramago, que o juntou a Vasco Graça Moura e Rogério Ribeiro. A edição com tiragem de apenas 500 exemplares, em capa dura e lombada de tecido assim está organizada: o poeta Graça Moura é o autor de um prefácio inédito para a obra e Rogério Ribeiro o autor de dez ilustrações que reconstroem passagens simbólicas do romance.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Novas raízes da oliveira de José Saramago



No dia 8 de abril, será inaugurado o novo espaço da Fundação José Saramago, em Azinhaga, sítio natal do escritor português. A sede da FJS funcionará na antiga Escola Básica do 1º Ciclo da aldeia, edifício que estava fechado desde 2007. O projeto de recuperação do lugar é uma parceria entre a Junta de Freguesia de Azinhaga, a Fundação José Saramago e a Câmara Municipal da Golegã.

No novo espaço, o visitante poderá ver a cama onde os avós de José Saramago dormiam e que, como contou no discurso do Prêmio Nobel, servia de abrigo, nas noites de frio, para os animais mais delicados. Também se mostram fotos de família de José Saramago do tempo d’As Pequenas Memórias, reconstruindo-se um certo modo de vida rural com a reprodução de uma cozinha local do início do século passado.

As novas instalações da Fundação José Saramago em Azinhaga contam ainda com uma biblioteca, uma livraria e um auditório capacitado para receber diversos tipos de atividades culturais. Neste novo espaço estará patente uma exposição da FJS intitulada Saramago e a música.

Além da inauguração da nova sede, no sábado será também aberto um novo passeio junto ao Rio Almonda envolvido pelas palavras que sobre essas paisagens José Saramago foi escrevendo ao longo da sua vida.

Os actos do dia 8 terminarão com a encenação teatral de Ensaio sobre a cegueira feita por jovens da localidade.

segunda-feira, 27 de março de 2017

58ª edição da Revista Blimunda



A edição de março da revista Blimunda acompanhou as filmagens do documentário O labirinto da saudade, dirigido de Miguel Gonçalves Mendes sobre Eduardo Lourenço. Ricardo Viel testemunhou o último dia de gravação da longa-metragem que tem previsão de estreia para setembro.

Em Macau, a jovem escritora brasileira Natalia Borges Polesso conversou com a Blimunda sobre a sua ainda curta, mas já premiada, carreira literária. Quem assina o texto é Sara Figueiredo Costa. Andrea Zamorano passeou por Berlim e de lá trouxe uma crônica sobre o muro que dividiu uma cidade e o mundo.

No dia 26 de março abre ao público, no Palácio Nacional de Mafra, a exposição Memorial do Convento – Era uma vez um rei devoto, um padre que queria voar, e uma mulher com poderes, a partir do romance de José Saramago. A Saramaguiana publica em primeira mão o texto do curador da exposição, Miguel Real, assim como algumas das imagens que podem ser vistas em Mafra até ao final de maio.

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