A primeira edição da Revista Blimunda de 2017 traz algumas mudanças gráficas e uma nova coluna chamada "(Em) Breve", que traz todos os meses pequenas notas com novidades do universo literário em língua portuguesa. No ano que o grande legado deixado por escritores vítimas da Guerra Civil Espanhola passa ao domínio público, a Blimunda conversou com especialistas e explica a importância de facilitar o acesso a estes materiais que agora passam a poder ser difundidos de forma gratuita. Outro destaque é o texto de Inês Fonseca lido na apresentação de seu livro José Saramago: Homem-Rio, biografia do Prêmio Nobel de Literatura que integra a coleção Grandes Vidas Portuguesas ilustrada por João Maio Pinto.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
55ª edição da Revista Blimunda
A Blimunda de dezembro, aproveita a passagem de Pilar del Río pela Feira
Internacional do Livro de Guadalajara, que completou 30 anos de vida neste ano, e traz saborosas histórias sobre essa
celebração da literatura. Sara Figueiredo Costa escreve sobre várias exposições que contam a história do século XX em Madri.
O destaque desta é edição está na coluna Saramaguiana que traz um texto inédito em português de José Saramago. Intitulado “Meditação sobre uma Jangada” trata-se de uma reflexão do escritor sobre os rumos da Europa publicada originalmente em
francês no jornal Liberatión.
Para baixar a edição, clica aqui.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Outra parte do espólio de José Saramago na Biblioteca Nacional de Portugal
A Fundação
José Saramago doa o espólio do escritor à Biblioteca Nacional de Portugal (BNPT).
Entre os documentos se contam o manuscrito do livro póstumo Clarabóia, que o autor escreveu no final
dos anos 40, logo após ter publicado o romance de estreia Terra do Pecado, os originais de Manual de pintura e caligrafia e Memorial do convento – ambos,
dactiloscritos com extensas anotações manuscritas –, vários cadernos que o
autor utilizava para ir estruturando os romances que se preparava para
escrever, e também alguma correspondência, designadamente com Jorge Amado e
Jorge de Sena.
A Biblioteca
Nacional de Portugal já é depositária de alguns originais, como os cadernos de
anotações e materiais de composição para O
ano da morte de Ricardo Reis, versões do conto “Embargo” (doados em 1998) e
correspondência diversa com nomes como Adolfo Casais Monteiro e José Rodrigues
Miguéis, doados pelo próprio José Saramago, que, na ocasião entregou também o
diploma do Nobel; foi em março de 1994, quando se deu essas que foram as
primeiras doações. Na ocasião, Saramago escreveu uma carta à BNPT dando conta das
suas intenções: “Há cartas, papéis, manuscritos que não tenho o direito de
conservar como coisa minha, pois na verdade pertencem a todos."
A ideia é
que todo o arquivo de Saramago venha a ser transferido para a Biblioteca
Nacional de Portugal completando o pequeno núcleo documental do escritor que já
integra o Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea. Como tem vindo a fazer
para os restantes espólios reunidos no Arquivo de Cultura Portuguesa
Contemporânea – alguns doados, outros apenas depositados –, a BNPT digitalizará
e disponibilizará os documentos que não exijam reserva de consulta.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Uma edição especial e limitada do romance mais conhecido de José Saramago: Memorial do convento
O livro sai pela Guerra e Paz (em Portugal) e é a realização, segundo os editores, de um sonho do escritor. "Ter o João Abel Manta e o Carlos Reis conosco é um presente do céu quando o havia. Só de pensar que vou ter um livro meu ilustrado pelo João Abel faz com que o pulso se me acelere", disse José Saramago numa carta ao editor José da Cruz Santos.
A edição especial da obra tem 500 exemplares numerados e inclui prefácio do professor Carlos Reis, 20 ilustrações inéditas do pintor João Abel Manta e 18 extratextos a cores e 2 dípticos desdobráveis a cores com ilustrações.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
"O conto da ilha desconhecida", de José Saramago em versão exclusiva em e-book

Há algum tempo a Companhia
das Letras, responsável pela obra do escritor português no Brasil havia
realizado um concurso para ilustradores interessados em criar imagens a partir
de O conto da ilha desconhecida. O digital chegou ilustrado por Juergen Cannes.
A narrativa
é a história um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha
desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é
desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém
desembarque nelas.
Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho
realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação
fazem a fantasia ancorar em porto seguro: "é necessário sair da ilha para
ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós".
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