quarta-feira, 24 de agosto de 2016

51ª edição da Revista Blimunda



"Um livro só existe se é lido; senão é um cubo de papel", diz Alejandro García Schnetzer na entrevista publicada na edição 51 da revista. Ele é quem está por trás da apresentação de "O Lagarto", que une as palavras de José Saramago ao traço do artista popular brasileiro J. Borges (cf. divulgamos por aqui). A jornalista e escritora portuguesa Carla Maia de Almeida visitou a Biblioteca Internacional da Juventude, em Munique. Criada em 1949, numa tentativa de se trazer um pouco de cultura a um país arrasado pela guerra, a biblioteca reúne hoje mais de 600 mil livros. "É uma espécie de paraíso", relata. E Sara Figueiredo Costa passou uma tarde com os responsáveis pelo projeto "Livros na estrada" – que divulga autores em língua portuguesa aos turistas que visitam Lisboa. Há mais. 

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A edição n.4 da Revista de Estudos Saramaguianos está online





Dedicado à memória dos professores Lílian Lopondo e Cláudio Capuano, este número da Revista de Estudos Saramaguianos tem textos de leitores da obra de José Saramago do Brasil, Chile e México. De Lopondo, quem foi desde o início entusiasta do projeto e compôs o comitê científico, a edição reproduziu um texto sobre A jangada de pedra publicado num livro que organizou sobre a obra saramaguiana em 1998; de Capuano, sua leitura sobre o feminino na dramaturgia de Saramago. 

Integram este número, textos sobre a poesia do escritor português - sua primeira obra (Sandra Ferreira), sobre O ano da morte de Ricardo Reis (Izabel Margato), sobre O evangelho segundo Jesus Cristo (dois textos, um de Karina Assunção e outro de Jessica Valdati e Josiele Ozelame), sobre O conto da ilha desconhecida (Juliane Elesbão), sobre A caverna (Irlanda Villegas), Todos os nomes (Aurora Alvarez) e Ensaio sobre a lucidez (Ivannia Leitón). 

A edição em língua portuguesa recupera ainda um texto de José Saramago inédito no Brasil, "Um capítulo para o Evangelho", incluído no volume 2 da edição de O caderno. São dois volumes - um em língua portuguesa, outro em língua espanhola - disponíveis gratuitamente na web através do site.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

"O homem duplicado" será adaptado para o teatro



Informou o jornal português Diário de Notícias. A encenação é assinada por José Martret a partir de um texto adaptado de Félix Ortiz e Salvador Toscano. A adaptação para teatro ganhará estreia ainda este ano em Espanha. A peça será levada à cena pela produtora DD & Company no Centro de Arte, Cultura e Turismo de Lanzarote, uma das ilhas do arquipélago das Canárias e onde viveu José Saramago. O texto da adaptação é de Félix Ortiz e Salvador Toscano.

Publicado em 2002, o romance O homem duplicado é protagonizado por Tertuliano Máximo Afonso, um professor de História em dúvida sobre a própria identidade depois de descobrir numa gravação de vídeo um homem idêntico a ele. Na altura, a edição teve uma primeira tiragem de 80 mil exemplares, coincidindo com o 80º aniversário do escritor, distinguido com o Nobel da Literatura em 1998. Em 2014, a obra foi adaptada para cinema pelo diretor Denis Villeneuve.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

50ª edição da Revista Blimunda



«O viajante viajou no seu país. Isto significa que viajou por dentro de si mesmo, pela cultura que o formou e está formando», aponta José Saramago em Viagem a Portugal. Nesse livro publicado em 1981, o escritor se coloca na pele de um viajante que percorreu o seu país a fim de descobri-lo e descobrir-se. Para isso, permite perder-se, demorar-se, conhecer pessoas e histórias, e andar por lugares cujos guias turísticos não conhecem.

A revista deste mês, através das palavras de Pilar del Río, revisita esse título de José Saramago. «O olhar delata o viajante nas suas opções, nas suas emoções e nos seus desgostos. O viajante não necessita de se explicar para estar explicado, e é por isso que este livro, que é uma viagem a Portugal, é também uma viagem a Saramago. Ainda que o autor não fale de si, ainda que não apareça nenhum dado pessoal, Viagem a Portugal é o retrato possível do homem que escreve e do país escrito», escreve a presidenta da Fundação José Saramago.

Neste número a Blimunda fez um passeio pelo universo das feiras de edição independentes e alternativas, como tradicional Feira Morta de Lisboa, e também percorreu o mundo dos livros Pop-Ups a partir de uma exposição patente na Biblioteca Nacional de Portugal. A revista foi até Proença–a-Nova para conhecer a biblioteca itinerante, um projeto que completa dez anos de existência. E visitou o traço de Eduardo Fonseca, jovem pintor brasileiro que neste mês de julho expõe o seu trabalho no Centro Cultural de Belém.


Ainda há espaço para conhecer os livros de António Mega Ferreira e para o texto ficcional da escritora Andréa Zamorano. «A felicidade, fique o leitor sabendo, tem muitos rostos. Viajar é, provavelmente, um deles», escreve José Saramago no final da Viagem a Portugal. Viajemos, pois, por esta Blimunda. Boas férias e bom verão, até Agosto!

© Fundação José Saramago

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Crônica de José Saramago ganha ilustrações e edição independentes


Livro será apresentado em Portugal durante o Festival de Óbidos. Processo semelhante aconteceu com o infantil “O silêncio da água”, que recebeu ilustrações de Manuel Estrada e foi publicado em 2011. O texto de ‎Saramago “O lagarto” integra o livro A bagagem do viajante, de 1972, e é de fácil acesso ao leitor brasileiro através da edição publicada pela Companhia das Letras. Situado entre o universo dos contos de fadas e o da literatura fantástica, “O lagarto” recebeu ilustrações do brasileiro José Francisco Borges. A ideia nasceu de um editor argentino, que vive há muitos anos em Barcelona, Alejandro García Schnetzer, o mesmo que fez vingar a ideia para “O silêncio da água”. Em Portugal, durante o lançamento em setembro será aberta uma exposição com as xilogravuras de Borges. Ainda não há previsão de publicação do livro no Brasil.