segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Vem a lume a Revista de Estudos Saramaguianos




A REVISTA DE ESTUDOS SARAMAGUIANOS é produto do encontro de pesquisadores da obra de José Saramago de três lugares do mundo. Seu viés é o de uma revista acadêmica, com tiragem semestral, gratuita e eletrônica cuja proposta é a publicação de ensaios, documentos e recensões críticas que tenham como escopo a obra do escritor português. Seu objetivo é o de fortalecer os estudos, intercambiar pesquisas e dar a conhecer as diversas possibilidades de leituras em torno da obra saramaguiana.

A primeira edição teve uma tiragem impressa pela Editora Patuá. A publicação é apresentada em dois volumes: um em língua portuguesa e outra em língua espanhola, as duas línguas em que circularão os textos publicados de agora em diante.

Carlos Reis e Pedro Fernandes apresentam o primeiro número da Revista de Estudos
Saramaguianos
A REVISTA foi apresentada no âmbito das celebrações pelo Dia do Desassossego, data pensada pela Fundação José Saramago, que este ano integrou as lembranças pelo 92º aniversário do escritor. 

Boa parte dos nomes que escrevem para esta primeira edição integra como corpo científico para a REVISTA composto ainda por professores e pesquisadores de várias instituições brasileiras, portuguesas e estrangeiras. Nela estão textos de Ana Paula Arnaut, Carlos Reis, Teresa Cristina Cerdeira, Conceição Flores, Fabiana Takahashi, Miguel Koleff, Maria Victoria Ferrara, Pedro Fernandes e Lílian Lopondo.

Os dois volumes reúnem ainda imagens de José Saramago do período de escrita de Claraboia, fac-similar de páginas de Claraboia e de materiais para a escrita de O ano da morte de Ricardo Reis. O volume em língua portuguesa, além desses arquivos, recebe um conjunto inédito de telas da exposição “O feminino na escrita de José Saramago”, produzida pela artista plástica Lena Gal.

O site da revista reúne mais detalhes e em breve disponibilizará a edição eletrônica.

domingo, 23 de novembro de 2014

Ler e discutir a obra de José Saramago





Pedro Fernandes é autor de Retratos para a construção do feminino na prosa de José Saramago - livro editado pela Editora Appris (2012); conduz o blog literário Letras in.verso e re.verso; é editor fundador do caderno-revista 7faces e da recém apresentada Revista de Estudos Saramaguianos. Na viagem a Portugal para apresentação desse último periódico, cuja sessão teve lugar na sede da Fundação José Saramago, o professor ministrou uma conferência com o título de “Primeiras variantes sobre o feminino na literatura de José Saramago ou dizeres para um retrato com palavras”. Realizada no dia 20 de novembro, o evento teve lugar no Auditório V da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Todos os preparativos para o Dia do Desassossego



Celebrar a obra de José Saramago (e de  Fernando Pessoa). A Fundação José Saramago dedica o dia 16 de novembro, data de nascimento do escritor cujo nome lhe representa, para a celebração do Dia do Desassossego. 

Em 2014, a data chega a três anos de sua criação e entre os dias 15 e 17 de novembro Lisboa será palco de uma série de atividades: leituras de textos, concertos, visitas às casas que mantêm vivos os espíritos dos escritores (Casa dos Bicos/ Casa Fernando Pessoa), a apresentação de uma revista acadêmica e um percurso pedestre pela cidade do romance "O ano da morte de Ricardo Reis". O programa completo do evento que acompanharemos (como é comum nesses três anos e em 2014, de dentro do evento), está aqui.

O blog Letras in.verso e re.verso amplia o espaço do desassossego para as fronteiras do virtual É assim, também, desde a criação da data. Todo o dia 16 será dedicado para a leitura de poesia de José Saramago, obra ainda inédita no Brasil. Na página do blog no Facebook



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

29ª edição da Revista Blimunda



A 29ª da Revista Blimunda, da Fundação José Saramago, já está disponível. Levar a literatura até às pessoas, seja através do Teatro, das Feiras do Livro, Festivais Literários ou de Bibliotecas Itinerantes. Boa parte da "Blimunda" de outubro é dedicada a este assunto – que também é abordado por Pilar del Río no editorial: Ricardo Viel esteve na encantadora Segóvia, no Hay Festival, e voltou com histórias do encontro entre grandes nomes da literatura, do jornalismo e do mundo dos livros com um animado e cúmplice público; Sara Figueiredo Costa conta como foi “fugir com o circo” por quatro meses e acompanhar a digressão do Trigo Limpo/Teatro Acert pelas terras de Viseu Dão Lafões com o espetáculo A viagem do elefante, adaptação teatral do livro homônimo de José Saramago; e Andreia Brites revela os bastidores das fichas de leitura que a Fundação Calouste Gulbenkian manteve secretas durante décadas. Mais textos de Dulce Maria Zúñiga, diretora da Cátedra Latino-Americana Julio Cortázar, que nos explica por que vale a pena ler o autor de O jogo da amarelinha; e o ensaísta Eduardo Lourenço, que recupera um texto escrito em 2003 e até agora inédito sobre a América Latina. Na seção Saramaguiana publica-se um excerto do prólogo de "A espiritualidade clandestina de José Saramago", livro de Manuel Frias Martins a ser publicado em breve pela Fundação José Saramago.

Para baixar a revista basta ir aqui.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Anunciado o ano de apresentação do filme baseado no romance 'O evangelho segundo Jesus Cristo'



O texto de José Saramago terá uma leitura para o cinema pelo diretor português Miguel Gonçalves Mendes, o mesmo do documentário José e Pilar sobre a vida do escritor Prêmio Nobel de Literatura e sua convivência com a companheira Pilar del Río, atualmente presidenta da Fundação que leva o nome do escritor. Segundo cartaz apresentado na página do diretor (imagem), o filme deve ficar pronto daqui a cinco anos, isto é, em 2019. O evangelho segundo Jesus Cristo foi publicado em 1991 e esteve no epicentro de uma das maiores controvérsias envolvendo o nome de Saramago: na ocasião, além do texto ter sofrido o repúdio dos conservadores cristãos, esteve em pauta no congresso português e foi retirado à candidatura do Prêmio Literário Europeu; mais tarde a obra foi incluída no rol dos livros proibidos pelo Vaticano.