segunda-feira, 23 de setembro de 2013

16ª edição de Blimunda



No dossiê central da edição de setembro, destaque para a livraria Culsete, que há 40 anos se assume como uma espécie de centro de cultura na cidade de Setúbal. No mesmo dossiê uma entrevista de Sara Figueiredo Costa a Manuel Medeiros, o livreiro da Culsete. No infantil e juvenil uma análise de Andreia Brites a livros que têm a escola como centro, agora que mais um ano letivo acaba de ser inaugurado em Portugal, e um dossiê gráfico com as ilustrações dos portugueses distinguidos pela 3x3. Na Saramaguiana, a terceira parte do texto de José Saramago sobre Lisboa e uma crônica de Ricardo Viel sobre a passagem pela capital do elefante Salomão de "A Viagem do Elefante", adaptação teatral do romance homônimo de José Saramago pelo Trigo Limpo teatro ACERT.

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© Fundação José Saramago

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

15ª edição de Blimunda



Em mês de férias por excelência, a Blimunda viajou até à vila de Sines e apresenta no seu dossiê central, assinado por Sara Figueiredo Costa, um retrato do que por lá se passou. Reconhecido em todo o mundo como um dos melhores festivais da chamada world music, o FMM apresentou este ano um cartaz que se pautou pelo regresso de alguns dos que protagonizaram os melhores momentos das 14 edições anteriores. Mas por estes dias, nem só de música se faz o Festival. Conversas com escritores, programação para os mais novos, exposições, entre outras iniciativas completam uma programação que, como a Blimunda pôde confirmar, ganhou definitivamente o seu espaço no panorama cultural português.

No infantil e juvenil, sob o título De regresso à aldeia", Andreia Brites revisita a obra do candidato português ao Prêmio Alma na edição de 2013, o escritor António Mota. Autor de mais de 40 títulos, a voz de António Mota é reconhecida como uma das mais importantes na literatura infantil e juvenil portuguesa, fruto da sua qualidade e do trabalho que o autor desenvolve desde há vários anos junto do público leitor.


A fechar este número, a Saramaguiana aborda a faceta de cronista de José Saramago, traçando pontes com o trabalho de Rubem Braga, um dos maiores cronistas brasileiros, de quem se assinala o centenário do nascimento neste ano de 2013. Por fim, a Lisboa vista por José Saramago, na segunda parte de um texto retirado das páginas de Viagem a Portugal, que terá a sua conclusão no número de setembro.

Porque como escreveu José Saramago "É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já."

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© Fundação José Saramago

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dois títulos inéditos de José Saramago agora no Brasil




A Editora da Universidade Federal do Pará (EDUFPA) prepara-se para o lançamento de dois livros inéditos do escritor português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura em 1998. Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo Democracia e Universidade, inéditos no Brasil, serão lançados no dia 30 de agosto, em coedição com a Fundação José Saramago. A programação, que ocorrerá às 18h, no Centro de Eventos Benedito Nunes, da Universidade Federal do Pará, contará com palestra da jornalista Pilar del Río, viúva do escritor e presidenta da Fundação José Saramago.

Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo reúne textos de José Saramago sobre a sua própria trajetória literária. O primeiro deles incorpora no título a alteração deixada pelo autor para a edição espanhola, El Autor se Explica, publicada em 2010, pelo editorial Aguilar. Assim, na edição da EDUFPA de A Estátua e a Pedra, o texto passa a chamar-se Da Estátua à Pedra, como explica Pilar, que assina o prefácio da obra: “Ao revisar a tradução espanhola, [José] adicionou à gráfica imagem de A Estátua e a Pedra um elemento que a tornaria mais compreensível, ainda, o sentido de suas palavras e de sua trajetória literária: Da Estátua à Pedra. No entanto essa anotação, feita de punho e letra, se perdeu nos labirintos da comunicação virtual, e o livro, tanto na Espanha como, depois, em Portugal, saiu obedecendo ao modelo italiano. Foi necessário fazer uma busca nos arquivos para a edição brasileira... para encontrar, por fim, o título definitivo que o autor lhe dera.”

A metáfora escultórica define as duas grandes fases da produção de Saramago. A primeira delas, metaforizada pela estátua, estende-se até O Evangelho segundo Jesus Cristo e seu termo encerra uma importante mudança de perspectiva no ofício do escritor, que então passa a se dedicar ao substrato da estátua, a pedra.

A primeira parte do livro traz os prefácios à edição italiana, assinados por Giancarlo Depretis, professor da Universidade de Turim, e por Luciana Stegagno Picchio, que foi professora da Universidade de Roma, bastante reconhecida por sua dedicação ao estudo das literaturas em língua portuguesa.  Esta primeira parte conta, ainda, com o texto de Fernando Gómez Aguilera, autor do livro A Consistência dos Sonhos – Cronobiografia, sobre Saramago.

A segunda parte do livro é dedicada aos Discursos de Estocolmo, pronunciados por Saramago quando do recebimento do Prêmio Nobel de Literatura e à Autobiografia que os laureados apresentam à academia sueca, a qual traz uma nova reflexão sobre a trajetória literária do autor, pontuada por episódios marcantes de sua vida, que remontam à infância junto de seus avós. O livro traz, ainda, um apêndice fotográfico, com imagens de José Saramago em vários momentos de sua vida.

Democracia e Universidade conta com apresentação do reitor da UFPA, Carlos Maneschy, e traz ao leitor dois textos de José Saramago sobre democracia. O primeiro deles, a Conferência Democracia e Universidade, proferida na Universidade Complutense de Madri, em 2005, vem acompanhado do debate que teve lugar em seguida. A partir da referência ao conto Pierre Menard, autor do Quixote, de Jorge Luis Borges, ressaltando a historicidade da linguagem, José Saramago procura desvendar um caminho de noções equívocas, que nos leva ao uso corrente de termos como “justiça”, “bondade”, “educação” e, por fim, “utopia”.

O segundo texto intitula-se Verdade e Ilusão Democrática. Trata-se, neste caso,  de conferência lida em Santiago do Chile, em abril de 2003, no ciclo "Las Conferencias de la Moneda". A partir da Política de Aristóteles e suas considerações a respeito do lugar de pobres e ricos na democracia, passando pela experiência dos romanos, Saramago chega à atual renúncia participativa, renovada a cada quatro anos pelo voto, semelhante ao que, no texto anterior, são as utopias e a renúncia do presente. Para o autor, o voto legitima um sistema que se diz democrático, mas concentra seu poder na esfera econômica e, em nenhum de seus níveis, visa ao bem do povo que representa.

A programação de lançamento, além da palestra com a jornalista Pilar del Río, contará, ainda, com a participação da atriz Vera Barbosa, a qual lerá excertos de obras de Saramago; e do músico Áureo De Freitas, da Orquestra de Violoncelistas da Amazônia. A ambientação do local do evento foi inspirada em Lanzarote, região onde fica situada a aldeia natal do escritor, cuja vida e obra serão contadas em exposição.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

14ª edição de Blimunda







De que forma pode o quarto poder pode sobreviver à encruzilhada? A Blimunda de julho tenta perceber que caminhos podem ser percorridos, através das respostas de três jornalistas que em Espanha, Portugal e Grécia fazem do jornalismo um processo sério, rigoroso e sem cedências. Um dossiê de leitura recomendada para discutir perspectivas de futuro para um dos pilares dos estados democráticos.

No infantil e juvenil, uma viagem aos "Encontros" que Margarida Botelho promove em torno dos livros, da educação pela arte, com paragens em Moçambique e na Amazônia. Um testemunho da forma como estes caminhos considerados por muitos como alternativos assumem uma importância cada vez maior na construção de novos cidadãos, no pleno respeito pela diversidade cultural.

A fechar, a Saramaguiana de julho centra-se em dois locais fundamentais para a vida e obra de José Saramago. Nas palavras do próprio, recuperamos os textos sobre a cidade de Lisboa que integram o livro "Viagem a Portugal", no primeiro de três excertos que terão continuação em agosto e setembro. Sobre Lanzarote, o diário de viagem do jornalista Ricardo Viel, que visitou a ilha que também é de Saramago no passado mês de junho, quando se inaugurou a rotunda com o nome do Escritor.

Tudo isto e muito mais, na Blimunda de julho.

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© Fundação José Saramago

quarta-feira, 19 de junho de 2013

13ª edição de Blimunda



Neste mês a revista comemora o seu primeiro aniversário. Neste número, destaque para o humor com uma entrevista de Sara Figueiredo Costa a Ricardo Araújo Pereira, humorista, cronista, recentemente distinguido com o Grande Prêmio de Crônica, da Associação Portuguesa de Escritores. Também no mesmo dossiê um retrato do coletivo Mongolia, responsável por uma edição regular de um jornal de humor em que as notícias ditas sérias não deixam de ter o seu espaço.

Na seção infantil e juvenil, uma viagem de Andreia Brites pelo trabalho que Miguel Horta, mediador de leitura, escritor, pintor, contador de histórias, realiza nas prisões portuguesas desde há vários anos, com uma paragem obrigatória no Estabelecimento Prisional de Guimarães, palco das Novas Memórias do Cárcere.

Ainda nesta seção, destaque para o livro "Irmão Lobo", de Carla Maia de Almeida, para a coleção Pássaro Livre (Livros Horizonte) e para uma seleção de novidades que viram a luz do dia na última edição da Feira do Livro de Lisboa.

A fechar o número, a voz a José Saramago e de Eduardo Lourenço em dois textos sobre este nome que a revista da Fundação José Saramago escolheu como seu. 

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