segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os esperados bânners para o Facebook (II)


Como prometido na postagem de inauguração do hotblog, chega on-line o segundo bânner que já pode ser baixado para compartilhar na sua Time Line do Facebook. O primeiro está aqui.


Clica aqui e abra o arquivo. Depois salve no seu computador.

Uma edição para a poesia de José Saramago























por Pedro Fernandes
editor-chefe do caderno-revista 7faces

Em julho de 2011, foi lançada uma edição especial do caderno-revista 7faces. O número marca um desvio no curso do caderno-revista, cuja preocupação está em publicar poesia. A edição ora lançada é acadêmica. Mas, como tudo tem justificativa, o desvio aí operado foi por uma boa causa.


Desde junho de 2010, quando da morte do escritor José Saramago, uma série de ideias me veio à cabeça no intuito de, como leitor da sua obra, ampliar a solidificação do pensamento daquele que, particularmente, considero o maior escritor em Língua Portuguesa depois de Fernando Pessoa. Influenciado, certamente que fui, pela leva de cadernos especiais que jornais do mundo inteiro produziram em torno da biografia e da obra do escritor português, a primeira desta série de ideias foi também a organização de um material semelhante. É verdade que, o interesse em organizar um número acadêmico, fosse revista, fosse livro, surge mesmo quando depois de setembro de 2008 voltei do XXII Congresso Internacional de Professores de Literatura Portuguesa. Desde então, a ideia foi gestada e se concretiza na elaboração de um número da 7faces. Como, ressalto, o interesse do caderno-revista é o da poesia, logo pensei, por que não uma edição acadêmica sobre a face menos conhecida – principalmente cá no Brasil – do José Saramago: a do poeta. O desafio estava lançado.

Durante esse intervalo de um ano as outras ideias foram ganhando forma e se apresentando como amálgamas para essa ideia maior. É daí, por exemplo, que nasce o projeto-blog Um caderno para Saramago, os cursos Diagnósticos do presente em José Saramago, Chico Buarque e Jorge Reis-Sá e Um universo de José Saramago – paisagens e o concurso Uma página para Saramago. Tudo intercalado por um dos momentos mais significativos da minha carreira acadêmica, até agora, que foi a escrita de minha dissertação de mestrado que, adivinhem, versava também sobre José Saramago.

A edição especial da 7faces teve uma recepção muito boa desde quando lancei os convites aos professores para comporem um conselho editorial para a revista. Deixo registrado o agradecimento primeiro a eles. É do trabalho deles que essa edição vai se formando: a Professora Aurora Gedra R. Alvarez (Universidade Presbiteriana Mackenzie), o Professor Carlos Reis (Universidade Aberta de Lisboa) – que inclusive assina o prefácio da revista –, a Professora Conceição Flores (UnP), o Professor José Rodrigues de Paiva (UFPE), o Professor Gerson Luiz Roani (UFU), a Professora Maria Edileuza da Costa (UERN), o Professor Márcio Muniz (UFFS), o Professor Márcio de Lima Dantas (UFRN) e o Professor Miguel Alberto Koleff (Universidad Católica de Córdoba). Deixo o agradecimento ainda a todos os que submeteram seus ensaios. Dos textos recebidos, alguns não puderam entrar porque estava claro aquilo que eu buscava: qualidade na escrita e na leitura empreendida pelos ensaístas. Dos ensaístas agredeço em particular o Professor Fernando J. B. Martinho (Universidade de Lisboa) e concomitantemente a Fundação Calouste Gulbenkian pela sessão do texto que ora abre a edição. Depois ao Instituto Camões e a equipe da Revista Veredas pela sessão do texto da Professora Luciana Stegagno Picchio que fecha este número. Luciana Stegagno Picchio, é sim, o nome em memória a que esta 7faces é dedicada. As razões para isso o leitor deve se inteirar na nota que postei ao fim do texto da professora. Agradecimento ainda à Biblioteca Nacional de Lisboa por liberar a publicação dos inéditos de José Saramago que se apresentam no encarte elaborado para esta edição. Agradecimento aos artistas plásticos que enviaram ou cederam a publicação de materiais para ilustrar a edição. É o trabalho deles que quebra a secura do academicismo que ronda uma edição do tipo.

Lançada a primeira edição de "Blimunda"




Em abril, a Fundação José Saramago publicou a primeira edição de uma revista eletrônica que foi batizada por Lucerna. No editorial daquela revista a justificativa para nome: "Lucerna, dizem os dicionários, é 'uma janela alta que serve para ventilar e dar luz a um quarto'. É também sinónimo de claraboia, palavra escolhida por José Saramago no começo da sua vida literária para intitular um romance e para, talvez, concretizar uma declaração de intenções daquilo que queria que fosse o seu trabalho de escritor: olhar através de uma janela discreta o que se passa no mundo ou nas almas, observar com atenção ativa e respeitosa, contar o que tinha visto, refletir sobre os movimentos que são o viver."

Agora, a revista reaparece com o título de Blimunda, nome que remete à personagem do Memorial do convento, um dos romances mais conhecidos do escritor português. O editorial da nova edição justifica a mudança repentina do nome "por razões administrativas relacionadas com o registo do nome da publicação." O editorial também reitera o papel do novo veículo: "Centrada em questões literárias, a Blimunda não perderá de vista os restantes princípios que orientam a Fundação, como a defesa do meio ambiente, a valorização da cultura portuguesa, literária e não só, e aqueles que estão plasmados na Carta Universal dos Direitos Humanos e na Carta de Deveres Humanos sobre a qual a Fundação está a trabalhar."

A nova publicação sai quando se inaugou em Portugal, a alguns dias, a nova sede da Fundação José Saramago, abrigada agora no prédio histórico da Casa dos Bicos (como notificamos aqui.) Também o dia 18 de junho, hoje, cumpre-se dois anos da morte do escritor português (vá por aqui para acompanhar o cerimonial realizado em Lisboa). A nova sede já recebeu um número significativo de visitas; abriu com exposição nova sob curadoria de Fernando Gómez Aguilera - José Saramago. A semente e os frutos. A exposição abriga mais de cinco mil documentos entre originais do escritor, vídeos, livros, imagens etc.

domingo, 17 de junho de 2012

Boletim #2


A foto apareceu indexada a um texto de Harold Bloom sobre José Saramago em que o crítico concorda de ser o Prêmio Nobel de Literatura uma parte permanente do canône ocidental. A pesquisa por Jean Gaumy deu com uma galeria do fotógrafo e outros que na Agência Magnun fizeram imagens de Saramago. Fotos de 1990 em Lisboa, como esta tirada pelo Jean, fotos do escritor português em Lanzarote de 1994, fotos do escritor em Paris já na década dos 2000. 

Um conjunto com 6 imagens históricas, como as de Jean, integram as atualizações feitas para a Galeria de Imagens "Memorial a José", d'Um caderno para Saramago.

No menu Sobre a obra > Artigos e ensaios foram acrescidos cerca de 40 novos textos; no menu Sobre a obra > Dissertações 10 novos títulos de trabalhos defendidos em universidades brasileiras; no menu Sobre a obra > Revistas duas novas revistas que organizaram dossiês em torno da produção literária de José Saramago; no menu Sobre a obra > Teses 6 novos títulos de trabalhos defendidos em universidades brasileiras; e no menu Sobre a obra > Livros 4 novos títulos de livros sobre a obra de José Saramago.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Inaugura-se um ponto fixo para a Fundação José Saramago




A fundação já existe e foi criada quando ainda José Saramago era vivo. Era junho de 2007, quando Saramago assinou os príncipios pelos quais ela se guiaria (leia aqui). Mais tarde, o prédio histórico Casa dos Bicos, em Lisboa, foi adquirido para a construção das instalações. Para lá, as cinzas do escritor foram levadas quando da sua morte também em junho de 2010. E, agora, depois de uma contagem regressiva feita na página da Fundação por vídeos, a casa será aberta. Amanhã (13) a partir das 11h30 com uma exposição, "José Saramago. A semente e os frutos", do mesmo curador de "José Saramago. A consistência dos sonhos. A exposição permente traz manuscritos, fotografias, vídeos, recortes de jornais e revelam mais do escritor português.

Fachada da Casa dos Bicos


A Casa dos Bicos, foi edifício que Brás de Albuquerque, filho do vice-rei da Índia Afonso de Albuquerque, mandou construir em 1523, após uma viagem a Itália, e que teve como modelo o Palácio dos Diamantes, em Ferrara. Ao longo dos tempos a casa serviu para várias funções, tanto privadas como públicas, sendo mesmo utilizada, durante algum tempo, como armazém de bacalhau. Até 2002 foi sede para a Comissão dos Descobrimentos, entidade que coordenou as atividades com que se comemoraram as viagens portuguesas.

A Fundação José Saramago utilizará os três primeiros pisos do edifício como espaços públicos em que se celebrem exposições, recitais, conferências, cursos, seminários, de modo que as suas dependências sejam colocadas ao serviço da cultura.