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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

63ª edição da Revista Blimunda



Esta edição da revista Blimunda dá amplo destaque à 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). A revista ouviu vários participantes do encontro literário no Brasil para traçar um retrato do festival que este ano contou com a participação da Fundação José Saramago.

Visitou a exposição “Do Carnaval à Luta livre: máscaras e devoções mexicanas”, patente no Palácio Pimenta/Museu de Lisboa, para entender por que essa expressão cultural diz muito da identidade mexicana. E, na seção Saramaguiana uma análise do conto "A maior flor do mundo", de José Saramago.

Para baixar a edição clica aqui.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

A edição n.6 da Revista de Estudos Saramaguianos está online




Este número da RES reúne trabalhos de leitores da obra de José Saramago de Brasil e Colômbia. O leitor encontrará textos sobre A jangada de pedra (Charles Vitor Berndt), a antologia de crônicas Deste mundo e do outro (Denise Noronha Lima), História do cerco de Lisboa (Maristela Kirst de Lima Girola), Levantado do chão (Raquel Baltazar) e Ensaio sobre a cegueira (Lissett M. Espinel Torres). Além disso, análises sobre temas diversos do universo literário do escritor português, tais como: o dom (Adriana Gonçalves da Silva); corpos e gêneros sexuais (Jacob dos Santos Biziak); leitura (Bianca Rosina Mattia) e escrita (Sergio Weigert). São dois volumes – um em língua portuguesa, outro em língua espanhola – disponíveis gratuitamente na web.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Quatro companhias portuguesas juntaram-se para adaptar "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago



Raimundo Silva, revisor numa editora, solteiro, de 50 anos, é um homem apagado, daqueles funcionários que cumpre as suas tarefas sem dar muito nas vistas. Porém, ao ler uma obra intitulada História do Cerco de Lisboa, ele tem vontade de fazer uma alteração: introduzir um "não". Essa simples palavra iria implicar uma enorme mudança na história pois significaria que os Cruzados não teriam ajudado Afonso Henriques a conquistar Lisboa aos mouros, em 1147. Descoberto, Silva mete-se em apuros na editora. No processo, o revisor apaixona-se pela sua supervisora, Maria Sara, ao mesmo tempo que pensa como há de recontar a história do cerco num novo livro. A conquista amorosa desenrola-se a par da conquista dos portugueses aos mouros.

Esta é, em traços largos, a História do Cerco de Lisboa, contada por José Saramago no livro de 1989, e que a dupla espanhola José Gabriel Antuñano (dramaturgia) e Ignacio García (encenação) transformou em espetáculo numa megaprodução de quatro companhias de teatro: ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro de Almada, Companhia de Teatro de Braga e Teatro dos Aloés.

No palco, além das personagens da história, está também o próprio José Saramago, o narrador que no romance se revela em alguns momentos mas que aqui tem protagonismo: não só lhe ouvimos a voz inconfundível (são excertos de entrevistas) como ganha um corpo e uma presença constante com o ator Jorge Silva. "Interessou-me muito a sobreposição de planos - e esta é uma característica de muitos dos romances de Saramago", explica Ignacio García. "É como um conjuntos de matrioskas, as bonecas russas: Saramago escreve um romance sobre duas personagens, das quais uma é um romancista que está a escrever um livro e que tem as suas próprias personagens, Há um jogo de reflexos, histórias que se desenrolam em paralelo, em diferentes níveis, e que tanto no livro como no espetáculo vão lutando para captar a atenção do leitor/ espectador."

Espetáculo estreia hoje, dia 5 de julho, no Teatro Municipal Joaquim Benite, no Festival de Almada.

* Via Diário de Notícias


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Chaves de leitura sobre "O ano da morte de Ricardo Reis", por Carlos Reis



Nos próximos dois anos letivos, O ano da morte de Ricardo Reis é a obra de leitura obrigatória nas escolas de segundo grau em Portugal. Por isso, a coleção Educação Literária. Leituras Orientadas, publicada naquele país pela Porto Editora, incluiu em seu rol um guia de leitura elaborado pelo professor Carlos Reis. Interessado em "proporcionar uma aventura cultural e uma outra aprendizagem, certamente não menos proveitosa, que é a da descoberta, a da imaginação e a do diálogo com os outros", o livro apresenta um levantamento bibliográfico sobre a referida obra de José Saramago e perfaz sua contextualização histórico-literária e compreensões a partir de entradas como “Representações do século XX”, “Deambulação geográfica e viagem literária”, “Representações do amor”, “Intertextualidade”, “Linguagem, estilo e estrutura” e um “Dicionário de personagens”. É um livro de caráter didático cujo intuito é fornecer ao leitor chaves de leitura sobre esta que uma das principais obras do escritor português. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Programação para Casa Amado e Saramago durante a FLIP de 2017



No ano em que comemora a sua primeira década de vida, a Fundação José Saramago estabeleceu uma parceria com a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Em conjunto com a Fundação Casa de Jorge Amado, com o apoio do Ministério da Cultura de Portugal e da Companhia das Letras, e a colaboração da Delta e da Adega Mayor, a FJS terá um espaço próprio na 15ª edição do principal evento literário do país.

Durante os dias da FLIP, a Casa Amado e Saramago, localizada no centro histórico de Paraty, oferecerá uma ampla programação com apresentações de livro, mesas redondas, concertos, sessões de leitura e exposições*.

27 de julho – Quinta-feira
10h – Abertura da Casa Amado e Saramago
Boas-vindas com um café português: abertura da exposição de fotos de Jorge Amado e José Saramago e da exposição de xilogravuras de J. Borges para o conto “O Lagarto”, por Sérgio Machado Letria, diretor da Fundação José Saramago


10h30 – Dois corações vermelhos 
Conversa entre Lilia Schwarcz, Paloma Amado e Pilar del Río sobre os universos literários, ideológicos e afetivos de Jorge Amado e José Saramago


15h – O sabor da palavra liberdade
Andrea Zamorano, “A Casa das Rosas”, e José Eduardo Agualusa, “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários”, falam destes seus mais recentes livros – moderação de Francisco José Viegas


16h30 – Uma viagem até ao Alentejo de Peixoto e de Saramago
José Luís Peixoto, autor de “Galveias”, num passeio pelo espaço literário do Alentejo de Saramago, Vergílio Ferreira, Fernando Namora, Manuel da Fonseca e Almeida Faria


18h – O que quer o que pode essa língua?
Uma conversa sobre as dificuldades de publicar em português do outro lado do Atlântico. Com Bárbara Bulhosa, Francisco José Viegas e Julia Bussius – moderação de Ricardo Viel


28 de julho – Sexta-feira
10h30 – Escreva e lute como uma mulher 
Adelaide Ivanova e Djaimilia Pereira de Almeida conversam sobre literatura e feminismo nos dias de hoje – moderação de Schneider Carpegianni


15h – Revisitar os clássicos
Frederico Lourenço é entrevistado por Anabela Mota Ribeiro


17h – Em teu ventre
José Luís Peixoto conta o processo de construção do seu romance “Em teu Ventre”, sobre o fenómeno de Fátima, num encontro com a editora Julia Bussius


19h30 – Uma amizade em cartas
Apresentação do livro “Com o mar por meio. Uma amizade em cartas – Jorge Amado e José Saramago”. Com Paloma Amado, Pilar del Río e Luiz Schwarcz


21h – Antigamente aqui era o mar
A cantora Lívia Nestrovski e o guitarrista Fred Ferreira apresentam um concerto inspirado nas cartas e nos livros de Jorge Amado e José Saramago


29 de julho – Sábado

10h30 – O dever de exigir
Luiz Eduardo Soares, José António Pinto Ribeiro debatem sobre Direitos e Deveres Humanos na sociedade atual – moderação de Pilar del Río


15h – Invisível centena
Lançamento do catálogo “Intelectuais Negras Visíveis” com Amanda Sanches (UFRJ), Giovana Xavier (UFRJ),  Janete Santos Ribeiro (ISERJ) e Núbia Santos (UFRJ) – apresentação por Djamila Ribeiro


17h – O que se vê, o que se sente
Ana Kiffer, Giovana Xavier e Joana Gorjão Henriques numa conversa sobre racismo e empoderamento – moderação de Anabela Mota Ribeiro


19h – Como se fosse a casa
Lançamento do livro de poemas “Como se fosse a casa”, de Ana Martins Marques e Eduardo Jorge


20h30 – Roçar a língua de Luís de Camões
Sessão de leitura de poesia com vários autores


21h30 – Sobre o mar : Ondjaki e Marcello Magdaleno
Encerramento da casa com música e poesias(s) de Angola, Portugal e Brasil (com escrita ao vivo), e um copo de vinho português


* Programação divulgada pela FJS; sujeito à alteração


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Uma edição copia as correspondências entre José Saramago e Jorge Amado



A amizade entre Jorge Amado e José Saramago teve início quando os dois já tinham idade mais avançada e consolidada carreira literária, porém o vínculo tardio não impediu que os escritores formassem um laço forte, estendido as suas companheiras, Zélia e Pilar. Com o mar por meio. Uma amizade em cartas reúne a correspondência entre os dois mestres — e os dois casais, muitas vezes —, entre os anos de 1992 e 1998. São cartas, bilhetes, cartões e faxes com uma rica troca de ideias sobre questões tanto da vida íntima como da conjuntura contemporânea, sobretudo a cena literária. Um complemento às muitas das conversas trazidas pelo próprio Saramago em seus diários. Eles debatem com humor sobre prêmios e associações de escritores, com especulações divertidas sobre quem seria, por exemplo, o próximo a ser contemplado com o Nobel ou o Camões. Com um projeto gráfico especial, ilustrado com facsímiles das missivas e belíssimas fotos do acervo pessoal dos autores, a edição da Companhia das Letras aproxima os leitores do universo particular dos dois amigos. No blog Letras in.verso e re.verso alguns facsímiles da edição: aqui.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

60ª edição da Revista Blimunda



Atenção, leitores! A Fundação José Saramago divulga mais um número da Blimunda. Este mês a revista visitou, em Hong Kong, a exposição Kung Fu. Art. Live, sobre a vida de Bruce Lee. Sara Figueiredo Costa conta o que viu sobre o “tranquilo e infalível”, pensando em Caetano, mestre das artes marciais. Alberto Salcedo Ramos é um dos maiores expoentes de um movimento que ficou conhecido na América Latina como o dos “novos cronistas”. De passagem por Lisboa, o jornalista colombiano explicou a Ricardo Viel os segredos de uma boa reportagem. No começo de maio, em Atenas, centenas de pessoas reuniram-se no auditório Stoa Tou Biblio para celebrar a língua portuguesa. Entre elas estavam Pilar del Río, Presidenta da Fundação José Saramago, e a tradutora Athina Psilias, responsável pela tradução da obra do autor de Memorial do Convento para o grego. Na coluna Saramaguiana a Blimunda reproduz os textos lidos durante a sessão.

Para baixar a edição, clica aqui.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Distinção para "O lagarto"



O lagarto foi publicado no Brasil em outubro de 2016 e em Portugal um mês antes. A obra que une as palavras de José Saramago às xilogravuras do artistas brasileiro J. Borges foi premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) na categoria Literatura em Língua Portuguesa. O prêmio em sua 43ª edição escolhe as melhores obras voltadas ao público infantil e juvenil, publicadas no Brasil durante um ano. 

O lagarto foi escrito por José Saramago no começo da década de 1970 e logo fez parte do livro A bagagem do viajante. E no ano em que foi transformado em conto já havia sido premiado no Brasil com o Selo Cátedra 10, da Cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO).

Quando publicado em Portugal, realizou-se uma exposição com as xilogravuras de J. Borges. Meses depois o cineasta Miguel Gonçalves Mendes filmou a leitura do texto realizada pela cantora Adriana Calcanhotto. 



O Lagarto from JumpCut on Vimeo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

59ª da Revista Blimunda




O editorial da Blimunda 59 recupera um triste momento da história recente de Portugal: o episódio da censura a O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago. Traz uma entrevista a um dos maiores escritores chineses vivos, Yu Hua, que esteve este ano em Macau para o Festival Literário Rota das Letras para falar da sua obra e da sua China, país ainda tão desconhecido para tantos. 

A propósito da exposição Augusto Boal: cartas do exílio, que estará no Museu do Aljube até setembro, a revista traça o percurso do exílio do dramaturgo brasileiro, partindo das cartas que enviava e onde deixava testemunho desse período.

E a Saramaguiana deste mês traz o texto de José Saramago, "Carta de Maria de Magdala", epílogo para O Evangelho.

Para baixar a edição clica aqui


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uma edição especial para "Ensaio sobre a cegueira"




Certa vez disse Eduardo Lourenço sobre José Saramago: "Não conheço em língua portuguesa autor algum – salvo Pessoa – que tão entranhadamente tenha entrelaçado à sua criação a consciência do mesmo acto de criação, a questão do seu ser e do seu sentido. Como acompanhamento da mão esquerda, toda a sua ficção se envolve no eco musical que a prolonga, como se a precedesse, integrando em si os efeitos do milagre em que consiste. Assim que nada pode ser dito sobre «os fins» que nessa ficção já estão visíveis ou que invisíveis a comandam, que não seja glosa da glosa permanente com que José Saramago acompanha uma narração".

Desse escritor, grandioso por sua criação, chega a partir do dia 19 de abril, em Portugal, mais uma edição para os leitores seus mais apaixonados. Depois de publicar uma edição de luxo de Memorial do Convento no final de 2016, a Guerra e Paz traz um segundo título de José Saramago, Ensaio sobre a cegueira

Esta é uma edição única e irrepetível que nasce da amizade do editor José da Cruz Santos com José Saramago, que o juntou a Vasco Graça Moura e Rogério Ribeiro. A edição com tiragem de apenas 500 exemplares, em capa dura e lombada de tecido assim está organizada: o poeta Graça Moura é o autor de um prefácio inédito para a obra e Rogério Ribeiro o autor de dez ilustrações que reconstroem passagens simbólicas do romance.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Novas raízes da oliveira de José Saramago



No dia 8 de abril, será inaugurado o novo espaço da Fundação José Saramago, em Azinhaga, sítio natal do escritor português. A sede da FJS funcionará na antiga Escola Básica do 1º Ciclo da aldeia, edifício que estava fechado desde 2007. O projeto de recuperação do lugar é uma parceria entre a Junta de Freguesia de Azinhaga, a Fundação José Saramago e a Câmara Municipal da Golegã.

No novo espaço, o visitante poderá ver a cama onde os avós de José Saramago dormiam e que, como contou no discurso do Prêmio Nobel, servia de abrigo, nas noites de frio, para os animais mais delicados. Também se mostram fotos de família de José Saramago do tempo d’As Pequenas Memórias, reconstruindo-se um certo modo de vida rural com a reprodução de uma cozinha local do início do século passado.

As novas instalações da Fundação José Saramago em Azinhaga contam ainda com uma biblioteca, uma livraria e um auditório capacitado para receber diversos tipos de atividades culturais. Neste novo espaço estará patente uma exposição da FJS intitulada Saramago e a música.

Além da inauguração da nova sede, no sábado será também aberto um novo passeio junto ao Rio Almonda envolvido pelas palavras que sobre essas paisagens José Saramago foi escrevendo ao longo da sua vida.

Os actos do dia 8 terminarão com a encenação teatral de Ensaio sobre a cegueira feita por jovens da localidade.

segunda-feira, 27 de março de 2017

58ª edição da Revista Blimunda



A edição de março da revista Blimunda acompanhou as filmagens do documentário O labirinto da saudade, dirigido de Miguel Gonçalves Mendes sobre Eduardo Lourenço. Ricardo Viel testemunhou o último dia de gravação da longa-metragem que tem previsão de estreia para setembro.

Em Macau, a jovem escritora brasileira Natalia Borges Polesso conversou com a Blimunda sobre a sua ainda curta, mas já premiada, carreira literária. Quem assina o texto é Sara Figueiredo Costa. Andrea Zamorano passeou por Berlim e de lá trouxe uma crônica sobre o muro que dividiu uma cidade e o mundo.

No dia 26 de março abre ao público, no Palácio Nacional de Mafra, a exposição Memorial do Convento – Era uma vez um rei devoto, um padre que queria voar, e uma mulher com poderes, a partir do romance de José Saramago. A Saramaguiana publica em primeira mão o texto do curador da exposição, Miguel Real, assim como algumas das imagens que podem ser vistas em Mafra até ao final de maio.

Para baixar a edição, clica aqui.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Uma exposição para marcar os 35 anos de Memorial do convento


A exposição abre ao público no dia 26 de março, no Palácio Nacional de Mafra. "Memorial do Convento – Era uma vez um rei devoto, um padre que queria voar, e uma mulher com poderes" assinala ainda os 300 anos da colocação da primeira pedra para a construção do Palácio de Mafra. O evento, que é organizado pela Câmara Municipal de Mafra em parceria com a Fundação José Saramago, tem curadoria de Filomena Oliveira e Miguel Real e projeto expositivo da Silvadesigners. A exposição estende-se até ao dia 31 de maio. Em destaque parte do espólio de José Saramago destinado à escrita do romance, bem como a obra plástica de José Santa- Bárbara, em cujos quadros Saramago diz ter descoberto o rosto de Blimunda. “Comecei a ver o país todo como um gigantesco convento cujos limites nem sequer eram as fronteiras do que é hoje Portugal, porque se prolongavam por dentro das pessoas”, disse o escritor certa vez. O estilo de Memorial do convento libertou a literatura portuguesa do registo tradicional de escrita e se prolongou na inspiração em outros registos estéticos, como o teatro, a pintura, a ópera.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Abertas as inscrições para a 10.ª edição do Prêmio Literário José Saramago



O galardão foi instituído pela Fundação Círculo de Leitores para celebrar a atribuição do Prêmio Nobel de Literatura a José Saramago em 1998.  A propósito do prêmio, José Saramago afirmou: "A Fundação Círculo de Leitores, ao criar este prêmio, criou – espero eu que assim seja – um instrumento mais para a defesa da língua. É que, quando nós falamos na língua, estamos sempre a pensar na nossa língua lá fora. Quer dizer, a difusão, a promoção, os leitorados, os cursos, tudo isso lá fora. Mas há que levar em conta que a língua começa por defender-se cá dentro".

O prêmio distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por um(a) escritor(a) com idade não superior a 35 anos. Na última edição, em 2015, o escritor Bruno Vieira Amaral (imagem) foi o distinguido pelo seu romance As primeiras coisas. Para conhecer todos os vencedores das anteriores edições, clique aqui.

O regulamento pode ser lido aqui.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A representação do espaço em Saramago: da negatividade à utopia



O livro de Horacio Ruivo incide sobre o espaço na obra literária de José Saramago. Considerada uma categoria intencionalmente privilegiada pelo escritor em muitos dos seus romances, não apenas na dimensão física, mas numa multiplicidade de sentidos emergentes a partir dos diferentes topoi apresentados, reconhece-se a existência de uma linha ascensional que reflete a forma evolutiva como vão sendo apresentados os espaços, reais ou sugeridos, em interação com as personagens, implicando nestas um forte crescimento interior. 

O texto editado pelas Edições Esgotadas explora as dimensões humana e simbólica do espaço. A cada uma destas dimensões é associada, respectivamente, a memória e a violência, ambas importantes linhas de forças na obra saramaguiana. A memória revela-se como um espaço determinante na formação da consciência individual e coletiva: a memória individual visa recuperar do passado a essência daquilo em que o ser humano se vem a tornar; a memória coletiva surge pela necessidade de resgatar momentos do passado histórico que foram intencionalmente eliminados do discurso canônico. Por seu turno, a violência surge associada a espaços – menos físicos do que simbólicos – e constitui-se como metáfora da sociedade, espaço onde o ser humano é frequentemente desrespeitado ou induzido a um estado de apatia que o impede de se afirmar e realizar.

A partir de cinco romances analisados, A representação do espaço em Saramago: da negatividade à utopia procura sustentar a tese segundo a qual o espaço, em Saramago, evolui da negatividade para uma dimensão de utopia, surgindo a negatividade refletida na forma como o autor nos apresenta o espaço inicial, no qual a movimentação das personagens parece contagiada por uma carga negativa que as condiciona; desse espaço emanam, contudo, forças que fazem germinar nas personagens a consciencialização do caos em que se encontram e as impelem à busca de um outro espaço, de utopia, onde seja possível (re)viver.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

57ª edição da Revista Blimunda



Entre os destaques da Blimunda de fevereiro estão as palavras de António Jorge Gonçalves e de Filipe Lopes – ambos, ilustrador e mediador de leitura, com uma voz própria no panorama cultural português. No caso do primeiro, na área da ilustração, do desenho e da performance ao vivo, no caso do segundo com o projeto "A poesia não tem grades", que leva a literatura, a poesia, às comunidades de reclusos das prisões portuguesas. 

Na seção infantil e juvenil, destaque para as exposições "3 ao cubo», que no âmbito de Lisboa – Capital Ibero-Americana de Cultura, levam o trabalho de seis ilustradores a três das bibliotecas da cidade de Lisboa.

Fecha a edição, a Saramaguiana que desta vez traz as palavras de José Saramago sobre Literatura, retiradas do livro José Saramago nas suas palavras, obra organizada por Fernando Gómez Aguilera e uma ferramenta absolutamente fundamental para perceber o pensamento do Prêmio Nobel português.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A edição n.5 da Revista de Estudos Saramaguianos está online



Este número da RES reúne trabalhos de leitores da obra de José Saramago do Brasil, Colômbia e Argentina. Integram este número, textos sobre a poesia do escritor português – O ano de 1993 (María Victoria Ferrara, Fernângela Diniz Silva e José Leite Jr.), Os poemas possíveis (Rodrigo Conçole), sobre A jangada de pedra (Carlos Pazos-Justo), sobre a produção memorialística saramaguiana (Eula Pinheiro), sobre Viagem a Portugal (Daniel Cruz Fernandes), História do cerco de Lisboa (Maria Carolina de Oliveira Barbosa), sobre Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas (Jorge Luís Verly Barbosa e resenha de Antonio Arenas Berrío). 

São dois volumes – um em língua portuguesa e outro em língua espanhola – disponíveis gratuitamente na web


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

56ª edição da Revista Blimunda



A primeira edição da Revista Blimunda de 2017 traz algumas mudanças gráficas e uma nova coluna chamada "(Em) Breve", que traz todos os meses pequenas notas com novidades do universo literário em língua portuguesa. No ano que o grande legado deixado por escritores vítimas da Guerra Civil Espanhola passa ao domínio público, a Blimunda conversou com especialistas e explica a importância de facilitar o acesso a estes materiais que agora passam a poder ser difundidos de forma gratuita. Outro destaque é o texto de Inês Fonseca lido na apresentação de seu livro José Saramago: Homem-Rio, biografia do Prêmio Nobel de Literatura que integra a coleção Grandes Vidas Portuguesas ilustrada por João Maio Pinto. 

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

55ª edição da Revista Blimunda



A Blimunda de dezembro, aproveita a passagem de Pilar del Río pela Feira Internacional do Livro de Guadalajara, que completou 30 anos de vida neste ano, e traz saborosas histórias sobre essa celebração da literatura. Sara Figueiredo Costa escreve sobre várias exposições que contam a história do século XX em Madri. 

O destaque desta é edição está na coluna Saramaguiana que traz um texto inédito em português de José Saramago. Intitulado “Meditação sobre uma Jangada” trata-se de uma reflexão do escritor sobre os rumos da Europa publicada originalmente em francês no jornal Liberatión.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Outra parte do espólio de José Saramago na Biblioteca Nacional de Portugal



A Fundação José Saramago doa o espólio do escritor à Biblioteca Nacional de Portugal (BNPT). Entre os documentos se contam o manuscrito do livro póstumo Clarabóia, que o autor escreveu no final dos anos 40, logo após ter publicado o romance de estreia Terra do Pecado, os originais de Manual de pintura e caligrafia e Memorial do convento – ambos, dactiloscritos com extensas anotações manuscritas –, vários cadernos que o autor utilizava para ir estruturando os romances que se preparava para escrever, e também alguma correspondência, designadamente com Jorge Amado e Jorge de Sena.

A Biblioteca Nacional de Portugal já é depositária de alguns originais, como os cadernos de anotações e materiais de composição para O ano da morte de Ricardo Reis, versões do conto “Embargo” (doados em 1998) e correspondência diversa com nomes como Adolfo Casais Monteiro e José Rodrigues Miguéis, doados pelo próprio José Saramago, que, na ocasião entregou também o diploma do Nobel; foi em março de 1994, quando se deu essas que foram as primeiras doações. Na ocasião, Saramago escreveu uma carta à BNPT dando conta das suas intenções: “Há cartas, papéis, manuscritos que não tenho o direito de conservar como coisa minha, pois na verdade pertencem a todos."

A ideia é que todo o arquivo de Saramago venha a ser transferido para a Biblioteca Nacional de Portugal completando o pequeno núcleo documental do escritor que já integra o Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea. Como tem vindo a fazer para os restantes espólios reunidos no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea – alguns doados, outros apenas depositados –, a BNPT digitalizará e disponibilizará os documentos que não exijam reserva de consulta.