quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Julián Fuks é ganhador do Prêmio Literário José Saramago



Em 2016, A resistência, de Julián Fuks, foi um dos livros nacionais mais celebrados: lançado em 2015, foi eleito o Livro do Ano de ficção pelo Prêmio Jabuti e ficou também com o segundo lugar no Oceanos (antigo Portugal Telecom). Agora, ele coloca mais uma importante premiação na sua lista: o Prêmio Literário  José Saramago, anunciado nesta quarta-feira na sede da Fundação José Saramago.

Criada em 1999 e entregue bianualmente, a premiação já elegeu nomes como Adriana Lisboa, José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares e Valter Hugo Mãe, e é destinado a jovens escritores, com menos de 35 anos.  

Em A resistência, Julián Fuks apresenta uma expedição pessoal ao passado - político e emocional - de uma família latino-americana às voltas com uma feroz ditadura e com a agridoce experiência do exílio. 

Para Ana Paula Tavares, membro do júri do Prêmio Literário José Saramago, "o livro de Julián Fuks é uma história com várias histórias dentro e o ato de narrar desvela o nó das convergências que só se percebe pelo alinhamento da palavra em torno do que diz e do que esconde esse pacto da memória que toda a família transporta e passa de geração em geração". 

Já para António Mega Ferreira, que também compõe o júri, "há tantas coisas neste curto romance, tantas e tão desafiantes, que, às vezes, parece que a narrativa vai implodir. Mas não: com mestria literária notável, o autor suspende os momentos suscetíveis de desencadear as catástrofes à beira de qualquer desenlace, porque o romance não deve ser mais cruel do que a vida".

* Via Companhia das Letras


65ª da Revista Blimunda



No mês em que se anuncia o vencedor da 10ª edição do Prêmio José Saramago, a revista Blimunda dedica o seu editorial a este momento que, de dois em dois anos, distingue autores e autoras de até 35 anos com obra publicada originalmente em língua portuguesa.

Neste número tem uma entrevista Cecília Silveira, fundadora da Sapata Press, editora que se propõe a publicar, entre outros assuntos, livros relacionados com a temática LGBT.

A revista publica, pela primeira vez em português, um texto de Leila Guerriero sobre Madame de Bovary e uma leitura do romance de Flaubert nas Pampas argentinas. O texto foi lido pela jornalista argentina em Lisboa neste mês de outubro durante uma sessão na Casa Fernando Pessoa.

A Saramaguiana deste número dedica as suas páginas a algumas mensagens e fotografias que integram Com o mar por meio – uma amizade em cartas, livro de correspondência entre Jorge Amado e José Saramago que foi publicado no Brasil em julho e que, a partir de novembro, estará disponível em Portugal numa edição da Companhia das Letras Portugal.

Para baixar a edição clica aqui