quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Não é em outubro, é em setembro



Que chega às livrarias o romance inacabado de José Saramago. Alabardas, alabardas, o romance inacabado de José Saramago encontra-se já está disponível nas livrarias da Itália. O livro contém um texto do escritor italiano Roberto Saviano e outro do espanhol Fernando Gómez Aguilera. A capa é um desenho de Günter Grass, Prêmio Nobel de Literatura. Este mês de setembro sairão as edições em português (Portugal e Brasil), em espanhol (Espanha e América Latina) e em catalão. Anunciou a página da Fundação José Saramago.

A edição brasileira inclui também um texto assinado pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares. Os leitores podem, por fim, conhecer a última história que o escritor quis contar. No editorial da revista Blimunda de julho, Pilar del Río, companheira do escritor, deixou mais detalhes sobre a publicação deste romance:

Com Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas acaba-se a obra de José Saramago, o homem que não queria morrer sem ter dito tudo. Talvez não seja ousadia recordar que os seus dois últimos livros,Caim e Alabardas, tratam de dois assuntos centrais na sua obra, abordados de forma explícita, para não deixar sombra de dúvida: a recusa do poder que as religiões exercem sobre as pessoas e sociedades para as anular através do medo e da proibição, o recurso à violência, tão usado em diferentes civilizações, como se não houvesse outro meio para solucionar conflitos. Em Caim, o artifício do Antigo Testamento, do fratricídio inicial ao dilúvio universal, que levará à morte todos os habitantes da terra por não haver cumprido os desígnios de Deus, em Alabardas, onde um trabalhador descobrirá, pela força das circunstâncias, que a sua laboriosidade permite que uma engrenagem odiosa continue em movimento e a marcar os mapas e as dominações. No fundo, a reflexão sobre o poder e a violência são um mesmo eixo. E sobre ele gira a obra de José Saramago.

A edição deve chegar às livrarias brasileiras no próximo dia 30 de setembro.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

27ª edição da Revista Blimunda



O dia 26 de agosto de 2014 marca o centenário do escritor Julio Cortázar. Falecido há 30 anos, o argentino nascido acidentalmente em Bruxelas deixou um enorme legado à literatura mundial com relatos inesquecíveis como Rayuela Histórias de cronópios e de famas. Em forma de homenagem, a Blimunda n. 27 é dedicada a Cortázar. Além de um texto do mexicano Carlos Fuentes sobre o amigo argentino, a revista publica um artigo de Dulce María Zúñiga, coordenadora da Cátedra Julio Cortázar na Universidade de Guadalajara (México), uma entrevista com o pesquisador catalão Carles Álvarez Garriga, possivelmente o maior conhecedor do espólio do autor de Bestiário, e um texto de Ricardo Viel sobre os cem anos do “maior cronópio de todos”.

A 16ª edição do Festival de Música do Mundo, em Sines, é um dos destaques da revista com uma crônica assinada por Sara Figueiredo Costa, que na cidade do litoral alentejano conversou com os músicos do grupo colombiano Meridian Brothers, fundado em Bogotá.

Na seção Infantil e Juvenil, Andreia Brites apresenta três guias para visitar a natureza, um convite para aproveitar o verão sem abandonar a literatura.

A Saramaguiana vem recheada de críticas sobre Claraboia, o romance póstumo de José Saramago que acaba de ser traduzido para o inglês. São textos publicados na Alemanha, no Brasil, na Espanha, na Inglaterra e em Portugal e que dão uma boa ideia de como a obra foi recebida ao redor do mundo.

Para acessar a edição vá aqui.